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Coluna do Naian: Análise da novela das nove O Sétimo Guardião, de Aguinaldo Silva

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O Sétimo Guardião, novela das nove da Globo, escrita por Aguinaldo Silva (Reprodução)

O Sétimo Guardião, novela das nove da Globo, escrita por Aguinaldo Silva (Reprodução)

A terceira semana da trama O Sétimo Guardião, transmitida na Globo, está perto do fim e já é possível fazer uma análise mais aprofundada sobre a nova novela das nove, escrita pelo experiente autor Aguinaldo Silva.

O seu primeiro capítulo apresentou uma história soturna, cheia de mistérios e tons de terror sobrenaturais, permitindo o retorno de Aguinaldo Silva ao universo do realismo fantástico. Criou-se uma enorme expectativa em torno da trama, pois mostrou um autor antenado com o novo tipo de universo mágico que faz sucesso nas séries internacionais.

Contudo, quase 18 capítulos se passaram e é possível chegar à conclusão que existem duas novelas em uma. Enquanto a história central brinca com o mistério, o terror e os questionamentos, as tramas paralelas são tudo aquilo que Aguinaldo Silva já fez nos anos de 1990, seguindo a escola de Dias Gomes.

O núcleo central, mesmo com o pano de fundo diferenciado, é desenvolvido de maneira tradicional. O folhetim e melodrama são essenciais para linha narrativa da história, criando-se um conto de fadas. Talvez Aguinaldo tenha se inspirado em “Once Upon a Time”, basta ver que Valentina tem semelhanças com Regina, que ficava entre seu lado humano e seu lado bruxa.

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Já os núcleos coadjuvantes, que ocupam cerca de 70% do tempo de arte na maioria dos capítulos, seguem o humor pastelão. Não que isto prejudique o andamento da história ou a qualidade dos personagens sejam ruins, muito pelo contrário. Porém, na busca do avanço em telenovelas, as histórias paralelas acabam sendo mais do mesmo.

Aguinaldo não é um autor bobo. Dono das maiores audiências das últimas quatro décadas no horário das nove, ele sabia exatamente que sua trama central é um pouco mais ousada do que estamos acostumados a ver nas telenovelas e decidiu ter um refúgio caso a história não fosse comprada.

Entretanto, passadas três semanas, ficou claro que a história dos guardiões é a mais interessante. No capítulo da última quinta-feira, 29, foi impossível não sofrer de angústia com o desdobramento do reencontro entre Valentina e Egídio, além do duelo do gato León e a vilã.

Novela não é igual série e necessita de desafogo cômico para o público continuar acompanhando. Mas, caso queira colocar O Sétimo Guardião entre as melhores obras feitas pela emissora, Aguinaldo Silva necessita dar maior enfoque ao núcleo central.

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DIREÇÃO

Rogério Gomes é, atualmente, o melhor diretor de novelas da Globo. O Papinha tem a capacidade de ler qualquer roteiro e entrar no universo descrito pelo autor, característica positiva semelhante a Wolf Maya, Denise Saraceni e Ricardo Waddington.

Os posicionamentos de câmeras e as marcações escolhidas para os atores são grandes acertos. Aliás, a escalação de elenco é um primor. Apesar de alguns equívocos de determinados artistas, o conjunto da obra merece todos os aplausos.

O ponto negativo para direção é apenas em relação à trilha instrumental. Papinha repete diversos musicais de outras novelas que dirigiu, além de colocar efeitos sonoros nos núcleos cômicos que não cabem mais na dramaturgia há uns quinze anos. Nem “A Turma do Didi”, no seu fim, utilizava deste recurso.

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O RESUMO

A trama de Aguinaldo Silva, exibida na Globo, precisa de alguns ajustes, como diminuir as cenas com personagens falando sozinhos. Mesmo sendo o universo do autor, a sensação que transmite é que o telespectador é burro e precisa que os personagens fiquem explicando suas ações.

Outro pequeno detalhe que pode ser melhorado é o texto de Valentina, que em diversas ocasiões não tem parecido natural. Determinadas frases saem da boca de Lília Cabral, que tem a melhor atuação da trama, apenas para “lacrar” e virar bordões na internet. Às vezes, menos é mais.

Contudo, como fez com Tereza Cristina em Fina Estampa e Cora em “Império”, Aguinaldo fará esses ajustes ao longo da novela. O Sétimo Guardião tem enorme potencial para ser uma obra memorável e ficar no hall de grandes tramas do horário das nove. Até aqui, são três semanas de boa qualidade.

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Coluna do Naian: Destaques de 2018 nas categorias Argumento e Roteiro

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Destaques de 2018 na categoria Argumento e Roteiro.

Destaques de 2018 na categoria Argumento e Roteiro.

Fazer lista é sempre muito difícil, porque raramente não se ocorre uma injustiça. Usei diversos critérios técnicos, deixando de lado qualquer paixão ou admiração por artista A ou B. Contudo, provavelmente, vai ter alguma injustiça, mas tenho certeza que nenhuma será imperdoável nesta lista de Melhores de 2018.

A lista só vai trazer os destaques de 2018 na minha visão. Apenas o primeiro colocado será posto aqui, pois meu ranking completo irá parar nas mãos da comissão organizadora do Cocar de Ouro, prêmio do O CANAL (novidades em breve).

O segundo texto vai trazer os melhores argumentos (premissas) e os melhores roteiros. Confira abaixo os nomes:

MELHOR ARGUMENTO DE SÉRIE CÔMICA

Emanuelle Araújo vive a protagonista, Samantha (Foto: Divulgação)

Emanuelle Araújo vive a protagonista, Samantha (Foto: Divulgação)

Samantha!

Contar a história de uma ex-celebridade mirim dos anos 1980, que hoje vive em decadência e se envolve nas maiores confusões para voltar a ser famosa e viver na mídia não é fácil. Samantha ainda precisa lidar com seu marido, um ex-craque de futebol, que passa uma década na cadeia e volta para casa. Ao ler a premissa, nossa mente volta ao passado e a oportunidade de reviver situações pop do nosso país. Não tinha como a Netflix recusar um argumento desses.

MELHOR ARGUMENTO DE SÉRIE DRAMA

Assédio

Assédio (Divulgação)

Assédio

Conta a história de Roger Sadala, o médico de fertilização humana das celebridades, que viu sua carreira desmoronar ao ser acusado por várias mulheres de assédio e estupro. O nome do profissional ficou nas principais páginas dos jornais e causou revolta em todo o Brasil. Fazer uma série sobre o assunto, neste momento em que se discute sobre o sofrimento da mulher num mundo tão machista, é um acerto e tanto. Excelente premissa.

MELHOR ARGUMENTO DE NOVELA

Laureta em Segundo Sol. (Foto: Reprodução)

Laureta em Segundo Sol. (Foto: Reprodução)

Segundo Sol

Um cantor de axé decadente. Seu nome é Beto Falcão. Estourou nos anos de 1990 com a música “Axé Pelô”, mas depois não conseguiu mais emplacar nenhum sucesso. Ao ter seu nome envolvido num acidente de avião, Beto vira herói nacional após ter sua morte anunciada. Com uma nova identidade, o personagem principal recomeça sua vida numa outra cidade, conhecendo seu grande amor. A premissa é excelente e fez todo mundo imaginar que discutiria assuntos como fanatismo, os bastidores da música, a ganância no meio artístico, além, é claro, da segunda chance que qualquer pessoa merece para recomeçar.

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE CÔMICA

Samantha!

Se a premissa era excelente, a execução do roteiro ficou ainda melhor. Situações bizarras e com diálogos riquíssimos, os espectadores puderam gargalhar com referências pops e críticas sociais do passado e presente. A série da Netflix fez rir e, ao mesmo tempo, pensar, brincando com o humor nonsense.

MELHOR ROTEIRO DE SÉRIE DRAMÁTICA

Protagonistas da Ilha de Ferro, série produzida pela Rede Globo. Confira os consolidados. (Foto: Reprodução/Globo)

Protagonistas da Ilha de Ferro, série produzida pela Rede Globo. Confira os consolidados. (Foto: Reprodução/Globo)

Ilha de Ferro

A primeira série da Globo que não tinha nenhum traço de novela em seu roteiro. Situações bem construídas, texto sujo sem exagero e tudo num tom naturalista. Além disso, a obra trouxe um tema importante para ser debatido pelo público. Uma surpresa muito agradável.

MELHOR ROTEIRO DE NOVELA

Malhação Viva a Diferença

Protagonistas de ‘Malhação – Viva a Diferença’ farão a série “As Fives” (Foto: Carol Caminha/Gshow)

Malhação – Viva a Diferença

Não existe dúvida nesta categoria. Cao Hamburger apresentou uma história simplista, mas usou e abusou da criatividade para criar situações profundas tanto no drama, como na comédia. Há diversos momentos memoráveis, porém, Cao fez um imbróglio do universo das séries com o melodrama da telenovela. Com uma linguagem jovem, soube caracterizar bem os personagens paulistanos, trazendo gírias e frases que fazem parte do cotidiano dos adolescentes.

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Coluna do Naian: Os melhores atores e atrizes coadjuvantes de 2018

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Melhores de 2018: Gloria Pires no personagem de Duda, em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Reprodução/GShow)

Melhores de 2018: Gloria Pires no personagem de Duda, em O Outro Lado do Paraíso. (Foto: Reprodução/GShow)

Fazer lista é sempre muito difícil, porque raramente não se ocorre uma injustiça. Usei diversos critérios técnicos, deixando de lado qualquer paixão ou admiração por artista A ou B. Contudo, provavelmente, vai ter alguma injustiça, mas tenho certeza que nenhuma será imperdoável nesta lista de Melhores de 2018.

A lista só vai trazer os melhores de 2018 na minha visão. Apenas o primeiro colocado será posto aqui, pois meu ranking completo irá parar nas mãos da comissão organizadora do Cocar de Ouro, prêmio do O CANAL (novidades em breve).

— Record afunda e volta a perder para o SBT na média-dia; Confira os consolidados deste sábado, 01 —

O primeiro texto vai trazer os melhores atores e atrizes nas categorias de coadjuvantes. Confira abaixo os nomes:

Melhor Ator Coadjuvante em série/minissérie de comédia

Luiz Miranda – Mister Brau

É um ator de primeira grandeza. Sabe criar tipos e consegue sair do universo dos programas cômicos para séries e novelas que trabalha. O personagem Lima era o amigo “doido” do protagonista. Há uma regra em sitcom que é necessária uma pessoa livre, capaz de fazer as maiorias loucuras ao longo da trama. Luiz Miranda, podendo cair no exagero, soube medir a dose da caricatura e foi brilhante na última temporada de Mister Brau.

Melhor Atriz Coadjuvante em série/minissérie de comédia

Heloísa Périssé – Pais de Primeira

Heloísa é boa atriz no drama, mas ótima na comédia. Com tempo de humor, a artista consegue criar caras e bocas divertidas, lembrando os trejeitos do ator Tony Hale, vencedor de três Emmy pela série Veep. Quem assistiu aos três primeiros episódios de Pais de Primeira, ri com os diálogos ágeis dos personagens e também das ações da personagem de Périssé ao fundo. Grandiosa e merece estar na lista dos melhores de 2018.

— Programa Silvio Santos tem menor audiência em quase 4 meses; Confira os consolidados deste domingo, 02 —

Melhor Ator Coadjuvante em série/minissérie dramática

Antônio Fagundes – Se eu fechar os olhos

Falar de Antônio Fagundes é chover no molhado. Quando decide trabalhar no naturalismo, dificilmente consegue ser superado. Um trabalho grandioso antes da sua volta as telenovelas. No meio de tantas feras, Fagundes se destacou na minissérie de Ricardo Linhares.

Melhor Atriz Coadjuvante em série/minissérie dramática

Elisa Volpatto – Assédio

Pouco conhecida do grande público, brilhou ao lado de outras atrizes experientes. Com um papel difícil nas mãos, Elisa seguiu uma interpretação que deu humanização a personagem e escapou de cair no dramalhão típico de telenovela. Vamos torcer para que outros trabalhos apareçam para ela.

— Balanço Geral supera médias de Globo Esporte, Jornal Hoje e Vídeo Show; Confira os consolidados desta sexta-feira, 30 —

Melhor Ator Coadjuvante em novela

Tony Ramos – Tempo de Amar

O ator voltou ao horário das seis depois de 14 anos, quando esteve em Cabocla. Tony escolheu o caminho do naturalismo, evitando as caras e bocas e interpretando com o olhar e dando maior ênfase a impostação vocal. O trabalho foi deslumbrante e não poderia ficar fora desta lista.

Melhor Atriz Coadjuvante em novela

Glória Pires – O Outro Lado do Paraíso

Não foi o melhor papel da sua carreira. Longe disso. Mas Glória é capaz de deixar qualquer coisa brilhante. Uma personagem sem cor, que não seguia a verossimilhança, que a cada vinte capítulos tinha sua personalidade alterada, ela conseguiu se manter firme na sua interpretação e não teve para ninguém. O telespectador sempre precisa adivinhar os sentimentos dos seus personagens com o olhar. Desta vez não foi diferente.

— “Eu sonho que estou cheirando”, desabafa Leo Dias ao voltar para a reabilitação —

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Coluna do Jupa

Coluna do Jupa: Nada se salva em Malhação: Vidas Brasileiras

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Malhação: Vidas Brasileiras é o alvo da Coluna do Jupa nessa semana

Malhação: Vidas Brasileiras é o alvo da Coluna do Jupa nessa semana

Se esse texto começasse com um tradicional “Vidas Brasileiras estreou cercada de expectativas”, ele começaria com uma grande mentira. A atual temporada de Malhação inegavelmente já entrou no ar desacreditada. O principal motivo foi o fato de ela vir depois da bem recebida Viva a Diferença, de Cao Hamburger. Não havia dúvidas de que a substituta não chegaria perto da qualidade da anterior – como, de fato, não chegou. Também, há de se levar em conta a questão da autoria. Patrícia Moretzsohn vinha da péssima Casa Cheia e ninguém entendeu muito bem por que outro projeto seu foi aprovado depois daquele desastre. Por fim, e talvez menos importante, o fato de, pela primeira vez, Malhação não trazer uma história completamente original, mas sim uma adaptação. No caso, de ’30 Vies’, produto canadense de sucesso. Esses e outros motivos contribuíram para que não fosse depositada muita esperança em Vidas Brasileiras.

A falta de esperança não poderia ser mais justificada. Passados quase 10 meses da estreia, a atual temporada caminha, a passos largos, para se tornar o maior desastre da história da novelinha que já faz parte da história da TV brasileira, sendo um dos produtos mais clássicos desta. Nada se salva em Malhação: Vidas Brasileiras.

Se a temporada anterior era elogiada por retratar bem os dramas adolescentes, na atual isso passa longe de acontecer. Os personagens são completamente rasos e, por isso, seus dramas não convencem. Enquanto acha que cria personagens complexos e humanos, que erram e acertam, o roteiro, na verdade, só entrega personalidades que mudam de acordo com a necessidade da história do momento. Personagens complexos erram, acertam, mas evoluem de forma gradual, não de uma hora pra outra. Há toda uma construção em torno da personalidade deles. Isso, definitivamente, passa longe de Vidas Brasileiras. Um dos principais fatores para isso não acontecer são os arcos quinzenais.

A soberba e o orgulho da autora e de seus colaboradores parecem não tê-los feito enxergar que a história dividida nesses arcos não deu certo. Tudo parece artificial demais, com um problema sendo milagrosamente resolvido para que outro, relativo ao personagem seguinte na fila das ‘quinzenas’, surja. É difícil imaginar que uma história completa envolvendo um personagem específico possa ter início, meio e fim satisfatórios em apenas 10 capítulos – com duração menor do que o de uma novela tradicional. Ainda mais levando em conta que, mesmo que o foco seja nesse personagem, os demais não saem completamente de cena. Na série canadense, deve dar certo por se tratar de um produto com formato diferente, não o de uma ‘novela’.

Por falar nisso, a maior inspiração parece ter sido a figura central de uma professora adulta. Aqui, trata-se da Professora Gabriela, interpretada por Camila Morgado. Já nos primeiros arcos, era possível se perceber que ela cansaria logo. E cansou. Vendida como uma profissional preocupada com os alunos, Gabriela logo virou motivo de chacota por parecer mais uma detetive maluca, capaz até de invadir a privacidade dos seus alunos e seus pais, para tentar resolver um problema que não lhe cabia. Claramente, há, desde o princípio, um problema estrutural na construção da personagem. Oras, como levar a sério uma mãe que deixa os seus filhos de lado para cuidar da vida dos outros? É complicado.

Complicada também é a forma como a temporada trata assuntos mais sérios. Abordar assuntos delicados e atuais é sempre muito bem-vindo e vem se tornando cada vez mais necessário na nossa sociedade. Mas é preciso o mínimo de responsabilidade. A temporada quer, claramente, causar em cima de temas sociais. Aqui, entra novamente o problema de se trazer personagens rasos e contraditórios, o que acaba sendo refletido diretamente nessas histórias. No fim das contas, o roteiro acaba indo para o lado do didatismo e torna tudo maçante. O ponto fora da curva, até o momento, foi o arco do Michael. Mesmo que, antes, o personagem tenha sido um gay caricato que não tinha história e servia apenas como “bolsinha” das patricinhas Pérola e Jade, quando Patrícia enfocou em seu relacionamento com Santiago, houve boas cenas. O maior elogio feito a esse arco é que ele nem parecia ser dessa temporada.

O mesmo não se pode dizer a outras pérolas – com o perdão do trocadilho envolvendo uma das protagonistas. Bárbara, que entrou no arco de Úrsula, sempre foi uma personagem insuportável que mais parecia uma metralhadora de frases prontas e nada naturais. Longe de qualquer realidade foi o arco da pior personagem da temporada, Jade, em sua carreira internacional meteórica. Também não rendeu a quinzena da chatíssima Maria Alice e seu grande mistério. Arcos como os do Alex, Érico, Márcio e do casal Tito e Flora sequer merecem qualquer menção. E o que falar do personagem que inaugurou esse show de horrores? Kavaco e seu icônico verniz de barco. Vidas Brasileiras já chegou mostrando que, assim, não poderia ser levada a sério.

A direção também não se destaca. Muito menos o seu elenco. A maioria dos atores jovens está em seu primeiro trabalho na TV e é difícil já estrear com o pé esquerdo dessa forma, munidos de um roteiro tão fraco, mas, mesmo assim, é possível constatar que, para muitos, não há muito futuro nesta profissão. Felizmente ou infelizmente, fica por conta do leitor.

Tamanho desinteresse é refletido na audiência baixa – a temporada vem perdendo para a Record quase todos os dias, o que inaceitável para um produto de dramaturgia da Globo. Mas não é justo que se julgue apenas pelos números do IBOPE na Grande São Paulo. Pode-se ir além: a repercussão nas redes sociais é quase nula e, quando há, são comentários negativos. Não há nem um casal que consiga se destacar. Numa temporada de Malhação, isso é quase inédito.

Apesar de a abertura clamar todos os dias, ninguém pôs fé em Patrícia e nessa sua empreitada. E as pessoas não poderiam estar mais certas. É uma temporada para ser esquecida. Definitivamente, “agora” não vai.

Siga-me no Twitter: @whopabelmok

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