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Em ano de eleições, Marcelo Adnet cresce com humor político na TV e na Internet

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Em ano de eleições, Marcelo Adnet cresce com humor político na TV e na Internet. (Foto: Reprodução)

Em ano de eleições, Marcelo Adnet cresce com humor político na TV e na Internet. (Foto: Reprodução)

Em um ano recheado de eventos políticos por todo o Brasil, o humorista global Marcelo Adnet cresceu como profissional ao levar para o lado da comédia o tema tão debatido por todos nos últimos meses.

Apesar de não ter sido renovada para este ano a terceira temporada do Adnight, Marcelo estrelou a sexta do Tá no Ar – A TV na TV, criação sua e de Marcius Melhen e se destacou, ainda mais, com o personagem “militante de esquerda”, no qual revoltado, a figura aparece no meio da programação unicamente para detonar a Rede Globo com falas de cunho político, ironizando os comentários negativos que a emissora recebe nas redes sociais e nas ruas.

Marcelo Adnet dá vida ao "militante de esquerda" no humorístico Tá no Ar. (Foto: Reprodução)'

Marcelo Adnet dá vida ao “militante de esquerda” no humorístico Tá no Ar. (Foto: Reprodução)

Em entrevista a Globo News, em 2017, o ator já havia comentado sobre ter encontrado nas ruas pessoas parecidas ao militante revoltado com a TV Globo que tanto repercute na internet. “Já encontrei várias figuras assim, [mas] não me inspirei em ninguém específico”, disse ele, durante participação no “Estúdio i”. “E essa figura, que é um intelectual, que fala bem e é articulado, ela existe muito. Foi uma personagem que captamos do Brasil, uma soma de várias pessoas”, completou.

Além da TV, Adnet usou todo o seu humor político também na internet. Nas vésperas da escolha do novo presidente do país e governadores de cada estado, ele aceitou o desafio do jornal O GLOBO para fazer uma espécie de tutorial dos candidatos com os trejeitos e a oratória dos principais postulantes.

Além de fornecer aos internautas boas doses de risadas, a série de vídeos destacaram sob novo ângulo alguma das características mais marcantes de todos os candidatos, ajudando assim, os eleitores a conhecer e refletir, de maneira humorada, um pouco mais sobre as pessoas que estavam pedindo votos durante a eleição.

Marcelo Adnet incorporou Fernando Haddad na nova série do jornal O GLOBO. (Foto: Reprodução)

Marcelo Adnet incorporou Fernando Haddad na nova série do jornal O GLOBO. (Foto: Reprodução)

Um dos pontos altos de Marcelo Adnet para o jornal foi quando o humorista juntou os – até então – candidatos a presidente no segundo turno Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para um debate que não ocorreu entre os dois. Na pele do ex capitão, o comediante exagerou no sotaque do interior de São Paulo, carregando na letra R, e no discurso antipolítica de Messias. Em contrapartida, o adversário petista foi figurado por suas constantes referências ao ex-presidente Lula e gestos manuais.

Marcelo Adnet incorporou Jair Bolsonaro na nova série do jornal O GLOBO. (Foto: Reprodução)

Marcelo Adnet incorporou Jair Bolsonaro na nova série do jornal O GLOBO. (Foto: Reprodução)

Porém, como tudo tem seus prós e contras, uma parte do público acabou não gostando das caracterizações de Adnet para com o seu candidato. Na tarde de sexta-feira, 02, por exemplo, o humorista usou sua conta do Twitter para desabafar sobre uma ofensa sofrida enquanto fazia compras no Rio de Janeiro.

“Parei em um mercadinho na Barra pra fazer umas compras. Quando estava carregando o carro com sacolas, vejo um senhor fazer gesto de armas com as mãos e gritar ‘vaza’, ‘vai embora’, ‘tá olhando o quê?’. Até eu entrar no carro, alguém se juntou gritando ‘vaza vagabundo’”, disse ele.

Com indicação ao Emmy em 2017 por causa do Tá no Ar, Marcelo Adnet provou em 2018 ainda mais competência para seguir na carreira humorística na TV. Descoberto anos atrás pela MTV, o comediante vem se mostrando multi-talentoso quando o quesito é fazer rir em qualquer plataforma disponível.

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Ascensão da internet obriga a novela a buscar novos caminhos

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Novela As Aventuras de Poliana: Mirela (Larissa Manoela) e Luca Tuber (João Guilheme). (Foto: Reprodução)

Novela As Aventuras de Poliana faz sucesso na internet: Mirela (Larissa Manoela) e Luca Tuber (João Guilheme). (Foto: Reprodução)

No Brasil, as tradicionais telenovelas passam cada vez mais por um momento de transformação. Com a ascenção cada vez mais de outros veículos de comunicação, como a internet, mais prático e inteligente para o usuário, os autores e diretores dos principais canais do Brasil estão estudando novas maneiras de levar suas histórias ao público, fazendo com que o interesse seja mantido.

Com a dinâmica e praticidade do novo século, é difícil que pessoas continuem vendo TV em tempo real, seguindo a programação de uma emissora. Isso porque, em pouco tempo, o leque de possibilidades se abriu e o telespectador que, antes tinha somente TV, jornais e rádios como forma de entretenimento, passou a consumir outros meios. De agora em diante, tendência é que o esse público migre para internet e faça seus próprios horários.

Com estilos diferentes de fazer novela, a Globo, Record TV e SBT se viram reféns do novo sistema e tiveram que se adequar a eles para tentar retomar a hegemonia na televisão aberta. Nos últimos anos, as principais emissoras do país passaram a disponibilizar suas tramas em seus canais na Internet. A primeira, criou há tempos o aplicativo Globo Play, com todos o conteúdo de sua programação na íntegra. A rede dos bispos se adequou neste ano e lançou o Play Plus, visando ter a mesma funcionalidade da aposta global. Já o canal de Silvio Santos segue investindo no Youtube e busca retomar o posto de canal com maior inscritos no mundo na plataforma, perdido este ano para a RedeTV!.

Como informado anteriormente pelo O Canal, a Globo estuda encurtar o tempo de arte das suas tramas para que o público, que agora consome o produto pela internet, tenha maior facilidade em maratonar aos finais de semana. Quando aprovada, seus folhetins terá números de capítulos reduzidos a partir dos próximos anos.

Outro fator importante, é o crescimento das séries em plataformas de streaming, como a Netflix, que aposta em séries e vem alcançando a liderança na preferência dos internautas de todo o mundo. A partir disso, surgiu a necessidade das emissoras de TV baterem de frente e passarem a apostar cada vez mais no formato.

Mesmo com todas interferências que possam vir a atrapalhar o futuro das telenovelas no Brasil, há certo temor em deixar de lado a exibição das mesmas. Mesmo as tramas inspiradas no romancismo, um dos clássicos gêneros literários, as mesmas ainda fazem parte da cultura nacional e são responsáveis pelas maiores audiências das três maiores emissoras do país.

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A novela que causou briga entre Aguinaldo Silva e Dias Gomes

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Aguinaldo Silva volta às infinitas possibilidades do Realismo Mágico em O Sétimo Guardião nesta segunda-feira (12). — Foto: GLOBO/Renato Rocha Miranda

Aguinaldo Silva volta às infinitas possibilidades do Realismo Mágico em O Sétimo Guardião nesta segunda-feira (12). — Foto: GLOBO/Renato Rocha Miranda

Há mais de três décadas, estreava na Globo um das novelas de maior fenômeno de história da televisão brasileira: Roque Santeiro. Enquanto na dramaturgia a briga se dava entre Roque Santeiro (José Wilker) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte), por trás das câmeras os antagonistas eram Dias Gomes (1922-1999), o mais importante escritor da emissora na época, e Aguinaldo Silva, que estava começando na TV naquele ano.

A novela foi criada no ano de 1975 por Dias Gomes e estava pronta para começar a ser gravada. Porém, com a forte censura do governo militar na época da ditadura, ela foi engavetada e retornou uma década depois. Em 1985, sem disposição de escrever toda a trama sozinho, Dias chamou Aguinaldo Silva para trabalhar com ele na nova versão, sob sua supervisão.

Logo após sua estreia, Roque Santeiro explodiu no Brasil e passou a ser vista por mais de 80% dos telespectadores de todo o país. Responsável por levantar a audiência e faturamento da Globo na ocasião, a imprensa passou a fazer inúmeras matérias expondo o sucesso do produto global. Porém, a partir disso, começou uma enorme briga nos bastidores da Globo por causa da autoria da trama.

Com diversas reportagens sobre a novela em todos os jornais da década de 80, Dias Gomes começou a ficar irritado, achando que Aguinaldo se colocava como pai da ideia criada por ele. Tudo começou a ficar mais sério ainda quando no meio do folhetim, o rumo em que a história dos personagens ia tomar passou a dividir a opinião dos autores, precisando de uma intervenção da Globo.

Restando apenas dois meses para o fim da trama, o choque entre os autores se agravou, e a Globo teve de intervir.  Após passar uma temporada na Europa e deixar o texto com Aguinaldo Silva, Dias quis retomar a trama. Aguinaldo, no entanto, não se conformou. A direção da Globo teve de convencê-lo a se afastar, e parte da intriga veio a público, surpreendendo todos.

A briga ia além de lucros que eles iam receber com a novela. A questão era única e exclusivamente o direito de ter para sí, o título de autor do maior fenômeno dramaturgo. Em novembro de 1986, Dias Gomes escreveu uma carta para José Bonifácio de Oliveira, o Boni. No conteúdo escrito ao diretor da Globo, ele diz ser autor de 99 capítulos: os 51 iniciais e os 48 finais. Entretanto, a novela tinha 209.

Em sua carta, Dias Gomes ainda resaltou ser autor da peça “Berço do Herói”, que deu origem para a primeira novela na televisão. E “cujos direitos autorais não me foram adquiridos pela Globo”. Ele ainda propôs cerca de 60% de participação (50% pelos capítulos e 10% pela peça). O seu agora rival, Aguinaldo Silva, ficaria com 30%, e os outros 10% iriam para os colaboradores da trama.

Um mês depois, Aguinaldo Silva tomou para si a responsabilidade da confusão e também escreveu uma carta para José Bonifácio. No texto, ele afirmava que, além de ter feito 110 capítulos, atualizou os iniciais, de 1975. Diferentemente de Dias Gomes, a proposta do estreante era 40% para si, 40% para Dias e 20% para os colaboradores.

Em 2017, no programa Persona em Foco, da TV Cultura, Aguinaldo Silva revelou ter ficado anos sem falar com o autor. Porém, em uma reunião entre os profissionais da área de dramaturgia da Globo, os dois acabaram se encontrando e a reação de seu – até então – rival, surpreendeu a todos presentes na mesa de conversa.

“O Dias me perguntou: ‘açúcar ou adoçante?’ Eu respondi: ‘adoçante’. E assim foi que voltamos a nos olhar. Pouco depois, ele morreu”, relatou o autor de O Sétimo Guardião, realismo fantástico que substitui Segundo Sol no principal horário de novelas da Globo.

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Com desgaste de Segundo Sol, Globo pretende encurtar suas novelas

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Luzia, Remy, Beto Falcão e Karola foram personagens principais na história de Segundo Sol. (Foto/Colagem: O Canal)

Luzia, Remy, Beto Falcão e Karola foram personagens principais na história de Segundo Sol, na Globo. (Foto/Colagem: O Canal)

Encerrada na noite da última sexta-feira, 09, a novela Segundo Sol saiu de cena sem ter mais nenhuma história para contar. A situação, aliás, vem acontecendo há meses e o folhetim passou a apostar em tramas paralelas que também não foram capazes de segurar o público para prestigiar a trama de João Emanuel Carneiro.

Com o desgaste prematuro de Segundo Sol, devido a personagens protagonistas insonsos, a Globo pretende criar um novo jeito de fazer telenovela para os próximos anos. A ideia é encurtar suas histórias para fazer com que a trama principal fique cada vez mais dinâmica.

Com 155 capítulos, o último folhetim das nove faria mais sucesso se fosse encurtada para menos de 100 episódios, quando os segredos em torno dos personagens ainda eram um mistério e tinham alguma verossímilhança com a realidade.

O novo jeito de fazer novelas não foi colocado em prática ainda, pois a emissora tem feito cálculos para encontrar uma forma dessa ideia não dar prejuízo ao canal. Como se sabe, as importantes decisões no rumo da programação de qualquer televisão, precisa de um estudo excessivo para não cometer equívocos que causem grandes frustações no futuro.

A aposta cada vez mais superséries no horário nobre, é um teste da Rede Globo para saber a aceitação do público com o novo formato e a emissora tem ficado satisfeita com o resultado final. Exibida em 2017, a supersérie Os Dias Eram Assim com 88 capítulos fez bastante sucesso e se despediu em alta entre os telespectadores e a crítica especializada do país.

Por fim, o canal também pensa em lançar novelas curtas apenas para o Globo Play. Atualmente, no catálogo do canal em seu aplicativo, encontra-se Assédio, série onde uma rede de mulheres se forma para denunciar abusos sexuais cometidos por um médico bem-sucedido e respeitado: Roger Sadala. A exibição de novelas na plataforma, no entanto, ainda é um sonho para os próximos anos.

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