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Gaby Amarantos, Fafá de Belém e Joelma: as divas dos ritmos paraenses

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Gaby Amarantos, Fafá de Belém e Joelma se encontram


Um dos estados brasileiros que mais contribuem para a cultura nacional é o Pará, pois de lá saíram ritmos como o carimbó, que é um gênero musical que teve origem entre os índios, o tecnobrega, fusão do brega com a música eletrônica, e o calypso, que também é uma variante do brega.
As maiores estrelas da música paraense a nível nacional são Gaby Amarantos, Fafá de Belém e Joelma, consideradas as grandes expoentes dos ritmos regionais do Pará.
Conheça um pouco mais sobre a carreira e a vida pessoal de cada uma delas, bem como sobre a forma por meio da qual os ritmos tradicionais paraenses têm influência nos seus trabalhos.

Gaby Amarantos

Uma das estrelas paraenses mais conhecidas é Gaby Amarantos. Nascida no bairro do Jurunas, na periferia de Belém, ela foi uma das responsáveis pelo surgimento do tecnobrega.
Além disso, ela sempre chamou a atenção pelas roupas exuberantes que usa, pois normalmente aposta em visuais coloridos, com brincos grandes e sapatos com saltos enormes.
Gaby despontou para o sucesso nacional quando lançou uma versão da música “Single ladies”, de Beyoncé, que , em português, foi intitulada de “Hoje eu tô solteira”. Depois disso, no ano de 2011, lançou uma de suas músicas mais conhecidas, “Xirley”.
Após esses lançamentos, sua carreira deu uma guinada e chegou ao auge, quando a música “Ex mai love” foi tema de abertura de Cheias de charme, novela de muito sucesso da Rede Globo.
Mas não é somente na vida profissional que Gaby Amarantos tem sucesso. Em sua vida pessoal, ela também é bem-sucedida. Alguns anos atrás, depois que já estava famosa nacionalmente, recebeu uma mensagem de um fã pelo Instagram que acabou se tornando seu marido, com quem ela está até hoje e tem um filho.
O marido de Gaby Amarantos, Gareth Jones, já revelou que nunca imaginou que ela fosse responder, afinal, na época, ela já era uma estrela. Mas a resposta chegou, e depois de uma semana de troca de mensagens, eles finalmente se encontraram em Belém do Pará.
Assim como ela, algumas outras celebridades utilizam a Internet para encontrar relacionamentos, como é o caso de Sophie Turner e Joe Jonas, que se conheceram através do Instagram. Algumas outras celebridades também já ficaram famosas por conta dos rumores de que possuem contas em sites de relacionamento. Esse é, por exemplo, o caso de Caio Castro, que no ano de 2017 se interessou por uma menina que tinha conta no Badoo, aplicativo usado em diferentes cidades brasileiras, como Marabá, no Pará, e que teve um crescimento de 26% no número de usuários no Brasil no 1° semestre de 2019.

Fafá de Belém

Fafá de Belém é outra estrela paraense e leva suas origens inclusive no seu nome artístico, já que nasceu na capital do Pará, Belém. Ela foi uma das primeiras paraenses a despontar para o sucesso e sempre buscou incluir os ritmos regionais nas suas canções. Fafá se consagrou nacionalmente como cantora em 1977.
Apesar de ter sofrido diversas críticas ao incluir ritmos regionais em suas músicas a partir de 1985, ela prosseguiu com seus projetos e incluiu nas suas referências a lambada e o brega. Por fim, obteve muito sucesso com essas músicas.
A cantora ficou muito conhecida no Brasil pela energia com a qual se apresenta nos palcos e por ter uma presença contagiante onde quer que esteja, o que se percebe facilmente por sua risada única.
Fafá nunca escondeu o orgulho que sente de suas raízes amazônicas e em 2015 lançou um disco intitulado Do tamanho certo para o meu sorriso, no qual incluiu influências da música brega e que remetem à alegria dos ritmos paraenses.
Fafá de Belém também é muito conhecida em Portugal por ser descendente de uma família de portugueses e  há muitos anos passar longas temporadas no país. Ela, aliás, faz parte da confraria de um famoso vinho português.
O carinho que o público português tem por ela também é muito grande, e em 2011 ela chegou a ser condecorada com a Medalha de Mérito Turístico de Portugal.
Em relação à sua vida pessoal, a cantora sempre foi muito discreta. Ela teve uma única filha, chamada Mariana Belém.

Joelma

Diferentemente de Gaby Amarantos e Fafá de Belém, que são provenientes da capital paraense, Joelma nasceu em uma pequena cidade do estado, chamada Almeirim.
Ela tinha planos de virar advogada e, sem intenção de seguir carreira musical, começou a tocar com um amigo em um bar. Depois de perceber que tinha talento, ela decidiu seguir com o sonho de ser cantora.
O sucesso veio por meio da banda Calypso, que formava com Ximbinha, que foi seu marido até 2015. Desde o seu primeiro álbum , intitulado Ao vivo, a banda despontou para o sucesso através do ritmo conhecido como brega pop.
A cantora revela que chegou a fazer 11 shows por semana e que chegou a adoecer por conta da quantidade de compromissos que assumia na época do auge da banda Calypso.
Quanto à vida pessoa de Joelma, ela teve uma filha com Ximbinha, chamada Yasmim, e dois filhos, Robson e Natália, de seus relacionamentos anteriores.
Atualmente, ela tem se dedicado a sua carreira solo, e seu álbum intitulado Avante contou com a presença de seus três filhos e das cantoras Ivete Sangalo e Solange Almeida.

Reunião das divas paraenses

No ano de 2018, no programa Popstar, da Rede Globo, as três foram chamadas para participar como juradas e postaram nas suas redes sociais diversos momentos desse encontro raro, que foi comemorado pelos fãs. Elas inclusive criaram apelidos para o grupo, como Trio Tucupi e Jambu, Tucupi e Tacacá.

Apesar de o encontro do trio ser raro, Gaby Amarantos já chegou a se apresentar junto com Joelma no carnaval de Pernambuco. As duas, inclusive, fizeram questão de levantar a bandeira do Pará para o público.
Pará no Rock In Rio
Um show com alguns dos principais nomes da música paraense será um dos destaques do palco Sunset – espaço dedicado a encontros de artistas – na edição de 2019 do Rock in Rio.

Lucas Estrela, Fafá de Belém, Dona Odete, Gaby Amarantos e Jaloo


Dona Onete, considerada a rainha do chamado carimbó chamegado, comandará o encontro “Pará Pop”, marcado para 3 de outubro. A apresentação terá as participações das cantoras Fafá de Belém e Gaby Amarantos, do cantor e DJ Jaloo e do guitarrista Lucas Estrela.
Os ritmos regionais brasileiros têm cada vez mais alcançado um público maior, e Gaby Amarantos, Joelma e Fafá de Belém são a prova da riqueza da música brasileira e do alcance que ela pode ter.

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Em 1997, ator faleceu de forma bruta durante gravações da novela Xica da Silva e deixou atores chocados

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O ator Alexandre Lippiani morreu durante gravações da novela Xica da Silva e deixou o elenco chocado. (Foto: Reprodução)

O ator Alexandre Lippiani morreu durante gravações da novela Xica da Silva e deixou o elenco chocado. (Foto: Reprodução)

A novela Xica da Silva, exibida pela extinta TV Manchete, sofreu uma grande perda enquanto ainda estava no ar. O ator Alexandre Lippiani acabou falecendo e deixou todo mundo chocado

Em 1997 uma grande perda deixou a dramaturgia da extinta TV Manchete em choque. O ator Alexandre Lippiani, que interpretava o personagem Padre Eurico na novela Xica da Silva, acabou falecendo precocemente.

Alexandre, na época com 32 anos, era considerado um dos galãs e já tinha passagem por outras emissoras antes de viver o padre na trama de Walcyr Carrasco. A estreia dele na TV aconteceu na novela Sassaricando onde viveu o personagem Tavinho, em 1987.

Alexandre Lippiani interpretou o Padre Eurico na novela Xica da Silva. (Foto: Reprodução)

Alexandre Lippiani interpretou o Padre Eurico na novela Xica da Silva. (Foto: Reprodução)


Em 1990 viveu o Bubby na novela Lua Cheia de Amor e depois migou para a Manchete onde viveu Raimundo em Pantanal. Em 93 retornou para a Globo e atuou em mais duas novelas: Sonho Meu e Explode Coração (1995).

Em 1996 retornou para a Manchete e integrou o elenco de Xica da Silva, mas não chegou a concluir por conta do acidente de carro que sofreu no Rio de Janeiro. O veiculo do ator se chocou contra um poste e não deu chances para o ator. O fato aconteceu em maio de 1997.
CHOQUE DOS ATORES E HOMENAGEM
Na época do acidente os atores da novela Xica da Silva ficaram em choque com o acontecimento, já que o ator morreu jovem e de forma abrupta. O elenco da produção prestou uma homenagem em texto com sua última imagem gravada.
MAIS SOBRE A CARREIRA DO ATOR
Alexandre Lippiani também desempenhava a função de dublador e representou personagens famosos. Foi o Woody em Toy Story, o Clark Kent em Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman e Jesus em O Novo Testamento. O ator também esteve no cinema dando vida ao personagem Gilmar no filme For All – O Trampolim da Vitória.

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Perfil de Carolina Aguaidas: de “ovelha negra” da família à bancada do SBT Brasil

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Olá seja muito bem vinda(o), eu sou Wesley Ferreira, CEO do O Canal parceiro do IG 😘 e tenho a satisfação de estrear a coluna “Perfil“, que trará a cada quinze dias a história de personagens de sucesso da TV, que não são contadas, a final a TV brasileira hoje em dia só dá enfase ao sensacionalismo, não é mesmo Geraldo?! Aproveita e me segue no insta @srwesleyferreira!O primeiro perfil a ser traçado aqui é de uma gaúcha (tche kkk) Carolina Aguaidas, carinhosamente conhecida como Carol, e me perguntaram: por que a Carol? Porque estamos nos aproximando do Dia das Mães, ela está grávida da Isabela de 7 meses e é casada com o também jornalista Gustavo Berton, e segue firme nas atividades de repórter e ancora da segunda maior emissora de TV do País, afinal gravidez não é doença e sim uma dádiva de Deus! Fora que eu AMO trabalhar com mulheres e digo, as mulheres são o futuro da nação (sem demagogia), hoje nas duas empresas que administro, são 70% mulheres, da minha sócia à gerencia e os homens estão querendo chegar lá (zueira tá gente!?) 😂.

Mas voltando ao nosso foco, nossa gaúcha de 34 anos, nascida no dia 25 de setembro (não é qualquer mulher que revela a idade REAL, né Gloria Maria?) do signo de Libra, nascida em de 1984 (olha elaaaaa,melhor que Wikipédia tá!) hoje apresenta aos Sábados o SBT BRASIL. Durante a semana faz reportagens pra todos os jornais do SBT e ainda ancora o SBT notícias durante a madrugada (suprindo a carência deixada por Ana Paula Padrão,né pai?) topou o desafio de fazer um #EnsaioGestante totalmente produzida pela equipe do O Canal (corajosa!?) além de dar uma entrevista contando sobre sua vida pessoal, profissional!

De acordo com as recomendações de Maísa Alves, diretora de comunicação do SBT escolhemos o Studio CarlosTorres que hoje é Referência  em Ensaio de gestantes no Brasil para esta sessão de fotos #apenaxxxx

Sem mais enrolação! Vamos a entrevista exclusiva.

De onde surgiu o desejo de ser jornalista?

“O desejo de ser jornalista vem desde que eu era pequena. Eu sempre gostei muito daquela história: ‘a criança gosta de ler, escrever’ e eu sempre gostei muito dessas duas coisas! Eu até brinco, hoje trabalho com o Carlos Nascimento e eu cresci com isso, [eu tinha] seis/sete anos e o Nascimento já estava numa bancada. Sempre acompanhei isso bem de perto. Quanto eu morava no Rio Grande do Sul e tinha dez anos, participei de um concurso promovido pelo Zero Hora,  jornal de maior circulação por lá. O concurso ‘jornalista por um dia’, que eles fazem todo dia 12 de outubro, onde a gente mandava reportagens e eles publicavam em um caderno especial. Duas vezes eu ganhei!

Desde bem cedo eu sempre gostei. A minha família inteira, minha mãe, meu pai e minha irmã são advogados e eu fui meio que a ‘ovelha negra’ da família. Meus pais foram muito abertos e super apoiaram, tanto que na época que eu era pequena minha mãe ia comigo fazer os concursos. Se eu não fosse jornalista não sei o que seria, porquê eu nunca pensei em outra coisa que eu fosse fazer.”

[ngg src=”galleries” ids=”3" display=”basic_thumbnail”]Como você reagiu, ao em 2012, ser transferida para o SBT em São Paulo e começar a ver o seu trabalho atingir público nacionalmente?

“Foi muito legal! Eu sempre tive boas experiências. Entrei na faculdade em 2002 e já fazia estágio na rádio da Universidade e eu já adorava! Em 2004 entrei na Band, no Rio Grande do Sul e comecei em rádio, depois acabei indo para a TV, e virei moça do tempo. Por lá eu comecei a mesclar com reportagem. Em 2010, fui para o SBT em Porto Alegre. Comecei a fazer as reportagens que vinham para São Paulo de rede nacional, porque eu era repórter local e os repórteres de rede às vezes estavam de férias ou viajando…

A partir disso, comecei a fazer muita matéria para o Jornal do SBT, que na época era o Carlos Nascimento que apresentava. Quando tinha frio no Rio Grande do Sul o jornal entrava no ar 02h30 da manhã, lá ficava a Carolina batendo queixo no frio, no vento, para falar da neve e eu adorava! Nunca me neguei, pelo contrário. E para mim, eu já comecei a dizer assim: ‘gente, estou falando com o Carlos Nascimento, cara que eu a vida inteira vi.’

Então você sair do regional para ir ao nacional é muito legal! Em 2012 abriu uma vaga dentro do perfil das coisas que eu fazia, fazer reportagens e entradas ao vivo dentro do Jornal da Manhã, aí eu vim para São Paulo [[…]ocê fica assim: ‘nossa, estou saindo de Porto Alegre para fazer matéria em rede nacional, será que consigo?’ Tu sabe que tu consegue, mas assim, estou do lado do Fábio Diamante e Simone Queiroz que tem 20 anos de experiência na minha frente. Mas eu nunca falei que não era capaz!”

Desde sua transferência para SP, até hoje você vem ganhando cada vez mais espaço no SBT. Como foi ancorar pela primeira um telejornal nacionalmente na emissora?

“Foi incrível! Era final de janeiro de 2015. Na época eles estavam gravando pilotos, gravaram com algumas jornalistas da casa porquê precisavam de mais alguém na escala dos sábados e fui a escolhida! Eu avisei a todo mundo, todo mundo ficou sabendo e eu falei: ‘me assiste! Hoje é o dia D da Carolina no SBT Brasil’.

Mas eu consigo manter uma tranquilidade mesmo quando eu tenho alguma coisa nova para fazer, sabe? E deu super certo! Eu não errei nada, não gaguejei, não errei as câmeras… Quando terminou todas as minhas amigas me mandaram mensagens, foi um retorno bem positivo para a estreia.”

Desde 2017 você apresenta ao lado do seu marido, conteúdos voltados ao Crossfit no YouTube. Desde quando você é praticante dessa modalidade esportiva e como surgiu o interesse?

Em 2015 a gente começou. Tinha uma academia que era perto do apartamento que a gente morava e era de treinamento funcional. E foi nessa academia, ia correr no Parque… A gente sempre ia porquê era uma coisa que tinha que ir, mas não era algo que amávamos. Conhecemos o lugar, o dono, começamos a frequentar e o CrossFit tava meio que engrenando nessa época aqui no Brasil, só que eles colocavam alguns elementos do CrossFit dentro desse treinamento funcional e a gente começou a adorar aquilo. Engrenamos, começamos a gostar muito, pois o CrossFit é um esporte muito dinâmico, cada aula é uma aula diferente onde você aprende muita coisa. Eu fui superando os meus limites! A primeira vez que você consegue dar um salto sozinha fala: ‘Nossa! que incrível!’ E o CrossFit é muito legal por isso, é uma competição consigo mesmo e dar um resultado muito mais rápido de corpo e definição.”

“A gente sempre ouviu muitas pessoas dizendo assim: ‘Ah, mas com CrossFit você vai ficar o dobro do tamanho’, aquela coisa tipo um pré-julgamento. E a gente começou a pensar nisso, em fazer uma coisa para mostrar que o CrossFit não é só isso. Não é só o porradão, o ex bombado da academia que agora é CrossFiteiro, a menina ‘alá’ Gracyanne Barbosa… A partir daí a gente resolveu criar o PlayCross, que é um canal no YouTube que a gente faz vídeos sobre o CrossFit e mostra vários cenários diferentes de pessoas que mudaram de vida e estão mais felizes hoje por causa da prática do esporte.”

Para mostrar o quão é adepta a prática de CrossFit, Carol Aguaidas nos enviou um vídeo  de um dos seus treinos grávida. (Caro leitor, é importante a supervisão de um profissional para a reprodução dos exercícios.)

Você está com sete meses de gestação e à espera de Isabela, sua primeira filha. O que mudou em você desde a descoberta da gravidez?

“Quando a mulher descobre que está grávida já começa a mudar! Você já sabe que tem que dar uma segurada, ir mais devagar nas coisas… Então, acho que a gente muda desde então. Eu sou uma pessoa bem agitada, não paro muito, estou sempre falando ou fazendo alguma coisa. Mas acho que estou um pouco mais calma. Eu acho que a gestação me ensinou mais isso, a ser uma pessoa mais paciente que eu costumo ser!”

Sabemos que está cedo ainda, mas pretende futuramente dar um irmão ou irmã para Isabela?

“É cedo para a gente falar sobre esse assunto. Eu e meu marido, cada um tem uma irmã! Eu perdi minha mãe muito cedo, tinha 16 anos quando ela faleceu, e eu sei o quanto é importante ter mais alguém, além da gente. Acho que um irmão é sempre bem vindo!

Quando a gente é pequeno aprende a compartilhar, dividir as coisas e se aprende isso, coisas que filho que o filho único talvez tem mais dificuldade ao longo da vida!”

Do início de sua carreira até hoje houve alguma reportagem que você não gostou de fazer? Caso não, já alguma que não lhe deixaria confortável?

“Infelizmente no jornalismo tem que falar sempre de tragédia, de morte, gente jovem… que é a realidade brasileira e hoje é o que o público gosta de ver e a gente vê pela audiência dos telejornais. Eu nunca gostei de ter que chegar em um velório e ter que olhar para a mãe ou pai de alguém que morreu e dizer assim: ‘Como é que você está se sentindo? Para o jornalista é isso é muito ruim né? Você tem que fazer, é o seu trabalho. Você precisa ali da mãe falando, chorando, contando o que aconteceu, mas a gente parece um monte de urubu em volta daquela família. Tem que ter um jogo de cintura, saber como chegar naquela família e que a pessoa entenda que você está ali para tentar ajudar e e tentar fazer que isso não aconteça com outras pessoas! Não só pelo fato de ter a mãe chorando que vai te dar audiência. Acho que enquanto jornalista o mais importante é você conseguir contar bem a história independente da audiência! Então isso é uma coisa que eu nunca me senti bem, mas é do jogo e a gente tem que fazer.”

Há alguém no mundo televisivo que foi sua inspiração para o jornalismo?

“Eu sempre gostei muito do texto da Sônia Bridi, por exemplo! Eu sempre gostei na parte ainda enquanto ela ainda trabalhava no jornalismo, na carreira da Patrícia Poeta, porquê tinha uma referência de ser do Sul, feito uma caminhada parecida. Agora ela não está no jornalismo, mas chegou na bancada do Jornal Nacional. Eu sempre gostei muito do trabalho, sempre acompanhei e hoje sou muito feliz de ter uma relação próxima com o Carlos Nascimento também! Acho que ele tem uma super carreira, né? Fez o que todo mundo deveria fazer, de ter tido uma carreira super extensa e com um monte de coberturas grandes como repórter para depois ir para uma bancada ancorar um telejornal, ele faz o jornal, chega mais cedo, sabe tudo que vai ao ar. É tipo um âncora como eu acho que a gente tem que ser mesmo. Não só sentar na frente da câmera para ler TP, você tem que se envolver e saber tudo o que está acontecendo e ele é um dos grandes exemplos que hoje eu tenho próximo de mim, que mostra que ainda dá para fazer jornalismo assim.”

Fora do ar, qual a sua rotina durante o dia?

“Hoje depende do dia, porque cada dia a gente trabalha em um horário, faz algum a coisa… Mas assim, no meu dia a dia antes da gravidez não podia faltar sempre ter uma boa alimentação, eu e meu marido a gente sempre cuidou para não comer muita porcaria, fazer marmita para passar o dia inteiro fora, trabalhar. O CrossFit sempre foi uma diversão, a gente geralmente ia seis vezes por semana, de segunda a sábado, então essas coisas não podiam faltar! Eu gosto muito de sair, sair com os meus amigos, ir ao barzinho, num restaurante. Acho que essas coisas também são saudáveis, a gente tem que fazer. É o que São Paulo oferece! Eventos culturais, teatros musicais eu gosto, mas acaba faltando tempo durante a semana e no fim de semana a gente trabalha e também não tem muito tempo.”

Qual o seu maior sonho e onde quer chegar com seu trabalho na TV?

“Esses dias a memória do Facebook me relembrou que quando eu estava no SBT RS, acho que em 2010, eu dei uma entrevista para um site local de lá e eles me perguntaram o que eu queria estar fazendo daqui a cinco anos. Eu disse ‘eu quero estar trabalhando, fazendo o que gosto e apresentar um telejornal’. Em 2015 isso aconteceu! Eu acho que meu sonho é  sempre ter um novo desafio dentro do que eu gosto de fazer, seja dentro da reportagem ou dentro da apresentação.

Eu gosto muito de apresentar, as pessoas falam que eu consigo levar a informação de uma maneira que não é tão dura. As pessoas têm uma simpatia quando eu estou na bancada do telejornal. Eu acho que isso eu gosto muito de fazer e, de repente ter uma bancada para estar ali todo dia, porquê no SBT eu passo muito tempo na bancada, mas na substituição dos apresentadores. Então eu acho que ali seria um produto que você estará todos os dias e pode dar a sua cara, porque enquanto você substitui, você faz o seu trabalho, mas o produto é de outra pessoa. Nem penso em trocar a cara de um produto que não é meu, não é do meu perfil. Eu acho que ter um negócio que podemos fazer todo dia, dar a sua cara, auxiliar, dar sugestão de pauta, seria uma coisa que eu teria a realizar, apesar de ser muito feliz com as coisas que fiz até hoje!”

Reportagem: Wesley Ferreira
Pauta: Iago Santos
Edição: João Pedro Biott
Imagens: Juliana Daprá
Agradecimentos: Comunicação SBT, Studio Carlos Torres

 

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Coluna do Mochileiro: Senor ou Senil Abravanel?

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Nessa semana estreia a Coluna do Mochileiro. (Foto: montagem/Neemias Bezerra)

Nessa semana estreia a Coluna do Mochileiro. (Foto: montagem/Neemias Bezerra)

Fofinhos, quero agradecer o espaço que o site bafônico O Canal está me dando pra estrear minha coluna. Sempre fui bom (ou boa? Oi Pabllo sua linda) em falar mal das coisas. E tem algo mais divertido que falar mal de TV?

Nada é pior que televisão, viado. Mas como todo macho, a gente não fica sem. Novela ruim é igual homem. Uma delícia!

Começo hoje minha coluna e prometo tentar ser boazinha. Ah, e quem sou eu? Não interessa porque as grandes estrelas nunca revelam sua identidade. Toda segunda-feira estarei aqui. Serei mais fiel que o Luciano Huck com o Aécio, prometo.

Calor no mundo real

Sair da geladeira em pleno verão deve ser uma tristeza, hein amados? A gente podia perguntar isso pra DuqueTelma. A duplinha do barulho que tinha sido esquecida no churrasco volta hoje pra grade da Globo com a bafônica Cordel Encantado.

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Comunistas

Será que DuqueTelma estava na geladeira porque andavam comunistas demais? Na Globo tem muito eucomunista.  Eucomunista é o diretor que come tudo que é artista. Tipo o Papinha. Papa Artista é o novo Comunista da Globo.

BBB

Cadê a Andressa Urach pra gritar “Vai começar a Putaria”. Brasileiro adora mesmo uma putaria. BBB é tipo Bingolin e Bunda de Brasileiro. Se for a minha vai ser caída. Se for o meu vai ser pequeno. Vou fazer uma disputa de bingolin. Perco pro filho do Bolsonaro.

Desclassificado

Meninas e que bafo foi esse a eliminação do lutador? O programa nem começou e já tem desclassificação por “condutas inadequadas”? Conduta inadequada é colocar catchup na pizza. Imagina a manchete: “Fábio é eliminado porque colocou catchup na pizza”.

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Conduta inadequada

O Boninho ta quase desclassificando o Aguinaldo Silva por “conduta inadequada”. Boninho ta gritando pra devolver o Walcyr porque ele não pode receber com 27 de audiência. “O Sétimo guardião foi desclassificado por conduta inadequada”

O Sétimo Guardião

E o que é O Sétimo Guardião, meus amores? A novela é tão ruim, mas tão ruim que até parece escrita pelo Aguinaldo Silva, ne? Eu fico assistindo e me perguntando se precisa de sete guardiões pra guardar essa coisa horrorosa. Se é assim quero sete guardiões pra me guardar também. Feio por feio eu pelo menos me garanto.

Senor Abravanel

Gatos, já tinha terminado a coluna, mas pediram pra eu falar do Silvio Santos. Que nome chique, ne? Senor Abravanel. Mas do jeito que ele anda falando bobagem já da pra chamar de Senil Abravanel. Feio não é o Silvio Santos falar besteira, feio é o Silvio Santos sem camisa mesmo.

Semana que vem tem mais, amadinhos.

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