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Minorias ameaçadas: 05 programas importantes para a diversidade brasileira que podem acabar

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Programas de Fernanda Lima e Pedro Bial abrem o debate para a diversidade na TV aberta. (Foto: Reprodução)

Programas de Fernanda Lima e Pedro Bial abrem o debate para a diversidade na TV aberta. (Foto: Reprodução)

Após eleger em 2014 o Congresso mais conservador em cinco décadas, a sociedade brasileira atingiu o ápice do conservadorismo dos últimos anos em outubro de 2018. Ao eleger o candidato Jair Bolsonaro como o novo presidente da república, uma onda de ataques contra minorias (negros, mulheres e LGBTQI+) se ampliou no Brasil, sendo destaque até em manchetes internacionais.

Mais recentemente, algumas manifestações contra exposições artísticas no país, o retorno de um moralismo exacerbado, principalmente nas redes sociais, e a nova ascensão das diversas formas de preconceitos sem pudor, transformaram o cenário político e social do Brasil. Com isso, alguns programas de TV que batem de frente com essa onda violenta e tentam ampliar a diversidade, corre risco de sair do ar com a gestão do novo presidente.

Confira abaixo cinco programas de TV importantes para a diversidade e combate a opressão contra as minorias políticas no Brasil:

1. Saia Justa

Elenco fixo de apresentadoras da temporada 2018 do Saia Justa. (Foto: Reprodução)

Elenco fixo de apresentadoras da temporada 2018 do Saia Justa. (Foto: Reprodução)

Há 16 anos no ar, o programa exibido pelo canal GNT reúne um time com quatro mulheres sentadas em um sofá para discutir temas da atualidade no Brasil. Em sua apresentação está a cantora Gaby Amarantos. Ela se junta à roqueira Pitty para a conversa semanal com a jornalista Astrid Fontenelle e a atriz e autora Mônica Martelli.

Toda a semana, as apresentadoras tratam de temas diversos e com muita transparência e naturalidade durante a conversa. Seja relacionamentos, saúde, filhos, política, economia, comida, sexo, trabalho ou espiritualidade, nada é tabu para as mulheres do Saia, que tem uma forma diferente de tratar sobre os assuntos que estão nos noticiários ou na internet.

2. Papo de Segunda

Emicida, João Vicente, Fábio Porchat e Chico Bosco. Foto de Juliana Coutinho/Divulgação

Emicida, João Vicente, Fábio Porchat e Chico Bosco. Foto de Juliana Coutinho/Divulgação

Ao contrário do citado acima, no programa Papo de Segunda são quatro homens e múltiplas tretas. A nova formação que estreou em março deste ano conta com mediação do humorista Fábio Porchat, o cantor Emicida, Francisco Bosco e o veterano João Vicente de Castro, o único remanescente da antiga turma.

Juntos, eles debatem os assuntos da atualidade. São quatro pontos de vista por vezes conflitantes, ora solidários, mas sempre divertidos. Seguindo a ideia do Saia Justa, o Papo de Segunda se debruça sobre os assuntos mais espinhosos da sociedade no momento sob a ótica masculina.

3. Estação Plural

Candy Mel (esq.), Ellen Oléria e Fernando Oliveira, o Fefito, apresentadores do programa "Estação Plural". (Foto: Reprodução)

Candy Mel (esq.), Ellen Oléria e Fernando Oliveira, o Fefito, apresentadores do programa “Estação Plural”. (Foto: Reprodução)

Reunindo os diversos conflitos e notícias sobre o universo LGBT e com muito debate, o programa Estação Plural, exibido pela TV Brasil, conta com três participantes fixos, todos ligados ao mundo LGBT: a cantora Ellen Oléria, o jornalista Fernando Oliveira e a integrante da banda Uó, Mel Gonçalves.

4. Amor & Sexo

Look de Fernanda Lima no segundo programa da temporada de 'Amor & Sexo' — Foto: Isabella Pinheiro/Gshow

Look de Fernanda Lima no segundo programa da temporada de ‘Amor & Sexo’ — Foto: Isabella Pinheiro/Gshow

Político, engraçado e conscientizador, a décima primeira temporada do Amor & Sexo talvez seja a mais importante de todas. Durante todos os anos em que esteve no ar, o amadurecimento do formato possibilitou tocar agora em assuntos que antes não eram tocados.

Com o crescimento da onda conservadora e a forte concorrência com a Record TV no horário, o programa não conseguiu se fixar na liderança na atual edição. Correndo risco de sair do ar no próximo ano, o programa foi um presente aos telespectadores abertos a ouvir um debate descontraído sobre outros mundos que não o seu.

5. Conversa Com Bial

Conversa com Bial é o mais recente talk show da TV aberta. (Foto: TV Globo/ Divulgação)

Conversa com Bial é o mais recente talk show da TV aberta. (Foto: TV Globo/ Divulgação)

Sendo o mais novo programa do gênero na TV aberta, o talk show apresentado por Pedro Bial já deixou a sua marca no Brasil. Inteligente demais para o público destinado, a atração tem sua importância já marcada com importantes conversas com diversas figuras do Brasil e do mundo.

Há pouco mais de um ano no ar, o Conversa Com Bial vem diariamente discutindo a judicialização da vida brasileira, os rumos da política e refletindo angústias nacionais. Esses diálogos não entram em nossas casas apenas a esclarecer. Também levantam algumas questões, aprofundam dúvidas e levam a atração a ganhar uma presença nos grandes debates do país.

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Escritor há meio século, Aguinaldo Silva prova que o sucesso da arte é o poder de se reinventar

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Aguinaldo Silva volta às infinitas possibilidades do Realismo Mágico em O Sétimo Guardião. — Foto: GLOBO/Renato Rocha Miranda

Aguinaldo Silva volta às infinitas possibilidades do Realismo Mágico em O Sétimo Guardião. — Foto: GLOBO/Renato Rocha Miranda

Tendo suas primeiras obras publicadas na década de 60, o escritor Aguinaldo Silva nos prova a cada produção sua, que o sucesso da arte é exatamente o poder que ela tem de se reinventar. No ar atualmente como autor da novela O Sétimo Guardião, novo folhetim das nove, ele vem se tornando o único escritor de sua geração a saber a hora de trazer para o público coisas novas e tão boas quanto as anteriores.

Em 1960, Aguinaldo Silva começou a publicar os seus primeiros textos literários e em sua estreia, escolheu o título Redenção para Job como a aposta aos leitores. Anos mais tardes, ele escreveu quatro séries e minisséries para a TV, até chegar em sua primeira novela como autor principal: Partido Alto. Estreando no gênero de folhetim, a obra fez sucesso e foi sucedida em sua história por um dos maiores fenômenos da história da televisão brasileira. Nada mais, nada menos que Roque Santeiro.

Em seus longevos anos de carreira, Aguinaldo Silva se destaca na televisão brasileira por conta de seu talento multifacetário de um romancista e ficcionista, enriquecido por parte da sua experiência como repórter policial. Além disso, outros fatores abordados em sua trama é o excesso de regionalismo e realismo fantástico, sendo o último, uma temática que tornou ele o autor da atualidade com maior capacidade para escrever sobre.

Durante a sua trajetória, Aguinaldo sempre precisou modificar o seu estilo e, com isso, passou a abrir mão de se manter entre os principais nomes da Rede Globo. Porém, com sua capacidade de passear por gêneros diferentes, o autor escreveu tramas de realismo fantástico, depois migrou para assuntos urbanas e agora faz o telespectador se esbanjar e fugir um pouco da realidade ao apresentar um novo modelo de novela, recheada de mistérios com várias doses realismo fantástico.

De sua geração, Silva é um dos únicos autores brasileiros há se manter no ar por várias décadas e com eficiência de sobra para criar histórias que o público pare para acompanhar. De seus colegas de profissão da mesma época, muitos, estão até fora do ar, como é o caso de Maneco e Benedito Ruy Barbosa, que, talvez, por esvaziamento do trabalho, acabou não encantando mais a sociedade e apresentando mais do mesmo a quem já viu de muito, mas não tudo.

Leia também: Conheça a rotina de Aguinaldo Silva escrevendo O Sétimo Guardião

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Como uma possível queda de braço entre o presidente do Atlético PR e a CBF afetaria a Globo

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Como uma possível queda de braço entre o presidente do Atlético PR e a CBF afetaria a Globo. (Foto: Reprodução)

Como uma possível queda de braço entre o presidente do Atlético PR e a CBF afetaria a Globo. (Foto: Reprodução)

O presidente do Atlético PR é um dos cartolas mais críticos da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e também da Rede Globo. O dirigente há tempos já não aceitou a receita da emissora carioca e transmitiu os jogos do Atlético apenas pela internet, recusando a exibição na TV.

Em suas recentes declarações em entrevista, o presidente já deixou claro que quer mudanças na estrutura do futebol brasileiro e tem peitado a CBF em diversos assuntos. Por conta de seu gênio e sua atitude diante a essas questões, alguns diretores de futebol gostariam de ver o presidente do Atlético PR no comando da Confederação.

Com apoio declarado ao novo governante do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, o presidente do Atlético PR estaria disposto a buscar força através do Governo Federal para se tornar candidato da CBF e vencer a guerra que ele quer enfrentar. Com ideias diferentes do tradicional, ele poderia interferir nos direitos de transmissão de futebol que atualmente tem em suas principais lideranças a Rede Globo.

Uma das propostas do presidente do Atlético, por exemplo, é favorável a melhores horários de transmissões dos jogos. Ele também é favorável a diminuição de partidas do calendário e que os estaduais sejam esticados para o ano todo.

A guerra declarada entre o presidente do Atlético e Confederação Brasileira de Futebol, CBF, poderia prejudicar diretamente a Rede Globo de Televisão que, atualmente, exibe clássicos do futebol em diversos dias da semana e tem o controle sob a maioria dos jogos. Além disso, caso vença a batalha, as decisões dele poderá apresentar mudanças significativas no futebol brasileiro.

Leia também: Bruno Miranda, que interpreta o Borat do Amor & Sexo, aparece em foto completamente pelado nas rede sociais

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Léon, Rabito e Xico: Os animais que ganharam o público e viraram personagens de novelas

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Gato León é uma principais figuras de O Sétimo Guardião. (Foto: Reprodução)

Gato León é uma principais figuras de O Sétimo Guardião. (Foto: Reprodução)

Estreou na noite de segunda-feira, 12, a novela O Sétimo Guardião, na Rede Globo. Escrita por Aguinaldo Silva, a trama que aborda o realismo fantástico como temática principal trouxe consigo um gato preto chamado Léon, recheado de mistérios e que se transformará em um homem ao decorrer da novela.

Esta não é a primeira vez que os animais ganham destaque e viram personagens dos folhetins brasileiros. Relembre abaixo os mugidos, miados e latidos dos bichos que ganharam a ficção:

O cachorro Rabito participou da novela Carrossel. (Foto: SBT)

O cachorro Rabito participou da novela Carrossel. (Foto: SBT)

O cachorro Rabito foi um verdadeiro sucesso na novela Carrossel, exibida em 2012 pelo SBT. No remake de Iris Abravanel, o bichano é o amigo inseparável de Mario (Gustavo Daneluz). Assim como todo personagem importante, o cachorrinho teve um final feliz no folhetim! Rabito ganhou uma namorada com quem terá vários filhotes.

Policarpo foi o amigo inseparável de Candinho, em Êta Mundo Bom. (Foto: TV Globo)

Policarpo foi o amigo inseparável de Candinho, em Êta Mundo Bom. (Foto: TV Globo)

Em Êta Mundo Bom, Policarpo ra o companheiro de todas as horas de Candinho, o caipira interpretado por Sergio Guizé. Em busca de sua mãe biológica, o personagem foi acompanhado do burro Policarpo durante a sua ida à cidade grande.

Chico foi um macaco na novela Caras e Bocas. (Foto: Reprodução)

Chico foi um macaco na novela Caras e Bocas. (Foto: Reprodução)

Em Caras e Bocas, Chico era um macaco muito talentoso, que adorava pintar o sete. Quer dizer, na verdade ele gostava mesmo era de pintar quadros! Na trama de Walcyr Carrasco, o animal era o verdadeiro autor das obras de arte assinadas por seu dono, Denis (Marcos Pasquim). 

O cachorro Zé da novela Vidas em Jogo, da Record TV. (Foto: Reprodução)

O cachorro Zé da novela Vidas em Jogo, da Record TV. (Foto: Reprodução)

O cachorro Zé era o melhor amigo de Carlos, interpretado por André Di Mauro. O pequeno poodle estava sempre ao lado do dono e até se jogou na frente dele, levando um tiro em seu lugar. Mas, claro, ele se recuperou rapidinho. “Atuando” em diversas cenas na trama da Record, o cãozinho era tratado como estrela na emissora.

A pata Doralice de Alma Gêmea. (Foto: TV Globo)

A pata Doralice de Alma Gêmea. (Foto: TV Globo)

A pata Doralice era a grande amiga da personagem Mirna, uma caipira ingênua vivida pela atriz Fernanda Souza. Como a jovem do interior sonhava encontrar um grande amor e casar, confessava seus dramas para a pata. Chegou a arranjar um casamento para Doralice, com direito a bolo e marcha nupcial.

Leia também: Por que Bruno Gagliasso ganhou seu primeiro protagonista das 21 horas apenas agora

 

 

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