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Disney divulga novo teaser de “Os Incríveis 2”

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(Foto: Divulgação/Disney Pixar)Os I

A aguardada sequência de Os Incríveis, que começará exatamente de onde o primeiro parou ganhou mais um teaser oficial.

Depois de um trailer lançado na semana passada, a Disney Pixar divulgou agora um novo teaser de Os Incríveis 2, agora com destaque para a ausência da Mulher-Elástica e os poderes de Zezé. Assista:

Os Incríveis 2 estreia nos cinemas do Brasil dia 28 de junho.

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Análise: o fim de Segundo Sol

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Segundo Sol terminou na última sexta. Imagem: Reprodução

São várias as interpretações que se pode extrair de O Segundo Sol, clássica canção de Nando Reis, imortalizada na voz de Cássia Eller. Uma delas, a mais famosa, diz que buscar o seu segundo sol é ir atrás de uma nova chance, uma nova oportunidade de conseguir fazer o que, outrora, não foi feito. Passados 155 capítulos de Segundo Sol, pode-se afirmar que essa parece ter sido a “escolha” de interpretação do autor da novela, João Emanuel Carneiro, ao colocar a música no centro da obra, encerrada na sexta-feira. Segundo Sol tratou, prioritariamente, de recomeços e segundas chances.

Vendida como uma novela sobre uma falsa morte de um cantor, a propaganda mostrou-se enganosa. A trama, na verdade, girava em torno de Luzia. A marisqueira vivia pacificamente com seus dois filhos e sua irmã em Boiporã. Sua vida mudou completamente com a ida de Cacau, uma inspirada Fabíula Nascimento, para Salvador e a chegada de Beto Falcão, então Miguel, ao lugar, após forjar sua morte num acidente de avião. Os dois juntos conheceram o amor. E também tiveram que experimentar o ódio de Karola, guiada por Laureta, que fez de tudo para separá-los. Conseguiu. A primeira fase termina com a ida de Luzia pra Islândia. A segunda começa com a volta dela ao Brasil. A marisqueira veio buscar o seu segundo sol. Queria ser feliz de novo ao lado dos filhos. Tratada simplesmente como ‘burra’ ou ‘trouxa’, Luzia, é verdade, foi uma mocinha mais passional do que a Clara, de ‘O Outro Lado do Paraíso’ – a comparação mais direta que se pode fazer. O mote da história da então DJ não era voltar para buscar uma vingança. O que ela queria, e só isso, era reconstruir sua família despedaçada pela dupla de vilãs anos atrás.

Giovanna Antonelli desenvolveu mais um excelente trabalho, principalmente pela sua entrega na primeira fase, quando as atenções estavam completamente voltadas à sua personagem. Depois de uma criticada escalação (não só do ponto de vista racial, conste-se), a atriz mostrou que foi uma escolha acertada do autor, que bateu o pé para tê-la no posto de protagonista após as negativas de Taís Araújo e Camila Pitanga. Bom lembrar, voltando a falar sobre o trabalho de Giovanna, que a boa performance de maneira nenhuma se ateve à primeira leva de capítulos. A atriz emocionou em diversas oportunidades, principalmente no tocante aos filhos. Antonelli passou para a sua atuação toda a força dessa mulher na luta para reconquistar a família.

Na história de Luzia, ficou devendo, além da interminável quantidade de capítulos em que ela passou fugindo da polícia, o arco da vingança, que não serviu para nada. Justamente esse foi um dos grandes pontos negativos da novela. Ao chegar na marca do capítulo 100, esperava-se uma virada maior do que a que foi mostrada. Ainda que o autor tenha sido bem intencionado, ao dar, aí sim, um motivo para Luzia ir pra cima de Laureta e Karola _ afinal, do contrário, ela não teria paz _ a vingança não foi pra frente. Prendeu Laureta. Expôs Karola. Mas, poucos capítulos depois, com Laureta solta e Karola sendo Karola, para nada serviu essa virada. E a reta final provou que falta de história não era. Dulce, que roubou a cena desde que apareceu pela primeira vez, poderia ter entrado antes. A verdade sobre a verdadeira mãe de Valentim também poderia ter vindo à tona mais cedo. Bem como os motivos que levaram Laureta a suportar Karola por tanto tempo.

Falando na dupla, merecem, é claro, mais do que aplausos Adriana Esteves e Deborah Secco. As duas brilharam do começo ao fim e mostraram sintonia impecável na pele das combatentes que não podem se apaixonar porque têm que fechar negócio! E, à medida que foi ganhando espaço, Laureta mostrou que, bem como sua intérprete havia adiantado, no quesito vilania, Lauzinha era muito pior que Carminha. Por falar nisso, não dava pra sequer imaginar outra atriz vivendo esse papel que não Adriana. Não à toa, foi escrito especialmente para ela. Laureta foi o ponto alto da novela em todos os momentos e, por isso, foi a personagem com a pegada mais ‘JEC’ da produção (ao lado de Dulce).

Já Deborah Secco, injustamente criticada por alguns no começo, mostrou por que é um dos grandes nomes da TV brasileira. A entrega à Karola foi latente e emocionante. A cada cena, percebia-se como a atriz era grata pela personagem e como ela a dominou. Sua parceria com Danilo Mesquita, seu Rururuzinho, rendeu excelentes sequências, como a da morte da personagem. Antes disso, a cena em que ela corta os cabelos para se despir de uma antiga personalidade também merece destaque. Mas, ainda bem, Karola não foi uma personagem que mudou da água pro vinho com um corte de cabelo, ao contrário do que muitos precocemente acharam. A “viúva oficial de Beto Falcão” teve a chance de ter o segundo sol, mas recusou. Caiu na chantagem da mãe e morreu nos braços (e para salvar a vida) da única pessoa que verdadeiramente amou, da única pessoa que conseguia enxergar o amor vindo daquela mulher.

Por falar nele, Valentim, muito bem defendido por Danilo Mesquita, foi um dos melhores personagens já construídos pelo autor. Um adolescente que viveu uma vida de mentiras, foi enganado por todos, mas sempre quis compreender as pessoas, extrair e acreditar no melhor delas. Foi lindo ver o amadurecimento e o crescimento do “dimenorzinho” ao longo de todos os baques que ele sofreu. Junto com Rosa e Ícaro, porém, formou um triângulo amoroso que não deslanchou. A bem da verdade, no fim das contas, o melhor era que cada um seguisse a sua vida. O autor preferiu dar a Rosa o seu segundo sol. Uma pena que tarde demais, porque a redenção da personagem, que, até então, teve sua trajetória muito bem conduzida, poderia ter vindo antes. Nesse ponto é que começou a falhar a condução da ‘Rosa Murcha’. De ‘Murcha’, graças a Letícia Colin, a personagem não teve nada. Rosa foi mais um belíssimo trabalho da atriz, depois da excepcional Leopoldina, de Novo Mundo. Tornou-se uma das personagens mais comentadas da novela e que, ao longo da trama, mais despertou os mais diversos sentimentos do telespectador.

Na outra ponta do triângulo, Chay Suede entregou o seu melhor trabalho até aqui. Não por acaso, o ator foi uma das personalidades mais badaladas do ano. Reconhecimento pelo trabalho bem feito. Quem sobrou nessa história acabou sendo a irmã de seu personagem, Manu. Apesar de uma performance digna de Luisa Arraes, a personagem não aconteceu. Quase ninguém se importava com a estudante de medicina. Pra piorar, ela ainda foi responsável por um dos arcos mais ridículos da novela, o do falso sequestro pela família de Narciso.

Na interminável busca pelos ‘segundos sóis’, algumas histórias deixaram a desejar. Caso de Rochelle, muito bem defendida por Giovanna Lancellotti, em seu melhor papel na TV até agora, mostrando que a atriz está preparada para voos maiores há algum tempo. A patricinha foi, ao mesmo tempo, punida e curada graças à doença. É um velho clichê de novela, mas que precisa ser repensado. Uma doença como essa não vem para punir ninguém, ao mesmo tempo que, ainda que faça a pessoa repensar em muitos erros de sua vida, não apaga o histórico maléfico dela, no caso de Rochelle, até mesmo racista. Também ficou difícil de engolir a redenção de Severo. Ainda que tenha sido punido algumas vezes, vale lembrar que se tratava de uma pessoa que foi capaz, inclusive, de abusar de uma menina de 15 anos. Isso sem falar de toda a questão com o seu filho Roberval.

Roberval, aliás, foi um dos personagens que mais despertou paixão. E ódio. Um típico personagem cheio de dubiedade de João Emanuel Carneiro. Unânime na trajetória dele só o episódio do casamento desfeito no altar. A discussão sobre a violência sofrida por Cacau, naquele momento, deveria ir pra frente. Ainda que ele tenha mostrado arrependimento, não entrar no mérito da problemática foi bola fora do roteiro. Aliás, há que se elogiar toda a entrega de todos os atores desse núcleo da mansão dos Athayde. Mesmo com o brilho perdido no mês final – o assalto interminável foi um ponto baixíssimo de toda a novela – não há se apagar o bom trabalho do autor com todos os personagens. Eles roubaram a cena por diversas vezes. Palmas, então, para uma sensacional Cláudia di Moura, para um expressivo Caco Ciocler e para uma inspirada Maria Luisa Mendonça, enfim num tipo diferente do que ela estava habituada a fazer.

Uma pena, porém, que não se deu o mesmo tratamento ao núcleo do Casarão, onde tipos interessantes ficaram deixados de lado. Mesmo a questão sobre a ocupação não foi pra frente, visto se tratar de um tema atual que poderia render ótimas discussões. Teria sido receio do autor em tocar nessa ferida?

Por falar em tocar em feridas, não foi dessa vez que Carneiro acertou numa trama LGBT. Conhecido por não tratar satisfatoriamente do assunto, a bem da verdade, com Maura e Selma tendo um final feliz juntas, ele até tentou se redimir, mas passou longe de ser o suficiente. O “triângulo amoroso” não propiciou uma abordagem positiva sobre a bissexualidade e nem sobre o poliamor. Quem sabe na próxima. Afinal, até trazer uma trama digna como a da Nice, o autor teve algumas experiências não tão bem sucedidas. A trajetória da personagem de Kelzy Ecard, perfeita na sua estreia na TV, foi bem conduzida do começo ao fim. Por sinal, Agenor foi a oportunidade de Roberto Bomfim emergir novamente, mostrando por que é um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira. Uma pena que seu nome, no geral, não seja tão valorizado quanto merece.

Já na trama, não tão bem valorizados quanto mereciam tivemos, por exemplo, Roberta Rodrigues. Sempre que pôde, a atriz brilhou, mas sua Doralice merecia ter tido suas tramas melhor exploradas: a questão do ciúmes, lá no começo, e o fato de não querer herdar o terreiro do pai, Didico, interpretado por um João Acaiabe que mal apareceu. Uma pena. Francisco Cuoco, com seu Nestor, também pode se encaixar nessa categoria, mas, há de se lembrar, o ator está com problemas de saúde e locomoção, o que talvez explique por que seu personagem não aparecia tanto. No que tange à trama envolvendo Naná e Dodô, até bom. Essa relação da ex-guerrilheira com seus dois maridos também não caiu nas graças de ninguém.

Na casa da Família Falcão, tivemos Clovinho e Gorete (e Badu, é claro) brilhando por um bom tempo. Mas a trama dos dois, é verdade, perdeu força ao cair na repetição. E quando Tomé, um apático Plabo Morais, entrou na jogada, então, aí é que não deu pra engolir. Já Ionan foi muito bem defendido por Armando Babaioff. O policial bobão, que foi passado pra trás até por Valentim e Ícaro, não poderia ter intérprete melhor. Além de tudo, mostrou que o ator está mais do que preparado para maiores papéis. Quem também deu show, o que não é novidade, foi Vladimir Brichta. Remy, mesmo sendo um tipo cheio de defeitos, foi um dos personagens mais queridos da novela. Não à toa. O texto inspirado do autor ajudou, é claro, mas sem um intérprete à altura poderia não ter tido o mesmo sucesso. Após um longo tempo nas séries, é bom ver que os autores de novela estão valorizando o ator da forma como ele merece.

 

 

 

 

 

 

Por fim, mas não menos importante: Beto Falcão. Trata-se de mais um ótimo trabalho de Emílio Dantas, mas poderia ter tido mais espaço na trama, o que parece até uma contradição já que se trata do protagonista da novela. Perdeu força, ao longo dos capítulos, a storyline do cantor que fingiu estar morto para ficar famoso, e o lado musical de Emílio mal foi explorado. Uma lástima. Todo esse folclore em torno de astros que forjam a própria morte para voltar a hitar habita o imaginário de milhares de pessoas. Quando virou novela, não aconteceu da forma como se esperava. Nem a revelação da verdade causou tanto impacto, apesar de ter propiciado um dos melhores capítulos da novela.

A direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, que começou muito boa, entrou no piloto automático. Erros de continuidade aqui e ali são normais em qualquer novela, porém, nesse caso, passaram um pouco do ponto. Faltou também impacto a muitas das cenas, fazendo com que muitas sequências importantes passassem em branco e sem o brilho merecido. Às vezes, é bem verdade, não por culpa só da direção, mas também do roteiro, como no caso da noite de terror promovida por Laureta e da revelação à Nice de que Maura estava tendo um caso com Selma. Tirando esses pontos, elogios merecidos aos diretores por conseguirem extrair ótimos desempenhos de todo o elenco, que foi o ponto alto da novela. Atores entrosados, com química, fizeram deste um dos melhores elencos dos últimos anos. Até por isso, considero injusto apontar a direção como um dos defeitos da novela, ainda que tenha deixado a desejar em muitos momentos. Talvez, os diretores e o autor tenham acordado que era melhor focar na emoção e não nas reviravoltas. E emoção foi o que não faltou ao longo dos capítulos.

Segundo Sol, por que não?, foi também uma chance de João Emanuel dar a volta por cima depois do fracasso de A Regra do Jogo, que enfrentou não só problemas gravíssimos em audiência, mas conflitos internos entre direção e elenco. Foi uma novela mais leve, que abusou dos clichês e de recursos novelísticos mais do que nas anteriores de Carneiro. Vimos um roteiro que, ainda assim, não deixou de lado os personagens humanos e as relações conflituosas do nosso mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo Sol foi uma novela, sim, sobre segundas chances e recomeços. Mas foi também uma novela sobre os mais variados tipos de família. Famílias unidas pelo sangue, pela conveniência, pela necessidade, pela amizade ou por qualquer outro laço. Não foi uma trama perfeita, até porque tramas perfeitas não existem, e sai de cena com um gostinho quase amargo de que poderia ter sido melhor e rendido mais. Nada que seja o suficiente para ofuscar o seu brilho. Para o seu público fiel, que a acompanhou do seu nascer até o momento em que ela se pôs, deixará saudades.

Pós-créditos:

– É clichê, eu sei, mas fez falta um “quem matou?” para ser o plot central desse último capítulo. Apesar de ter rendido boas cenas, o sequestro de Miguelzinho foi um chamariz muito fraco para o desfecho de uma trama.
– A última cena da Família Falcão em cima do trio merecia ter sido maior. Depois de tudo o que eles sofreram, o público merecia ter tido mais uns minutos para apreciar a alegria e a beleza de todos ali envolvidos.
– Laureta foi uma das personagens mais icônicas de João Emanuel Carneiro, nunca é demais repetir. O seu desfecho foi uma grande brincadeira com o cenário político atual e críticas assim são mais do que bem-vindas, são necessárias.
– A cena de Clovinho e Gorete deveria ter vindo após o encerramento do capítulo. No sentido literal. Congelava em Luzia e Beto em cima do trio, créditos finais, aí então, a cena dos dois. Bem pensada, mas mal colocada dentro da edição do capítulo.
– Pra quem gosta de interpretações que fogem do lugar comum, pode-se interpretar a sequência final de cenas como sendo uma crítica ao Brasil no momento. Uma bandida se candidatando a política, prometendo ajudar o povo como uma mãe, enquanto o país está um verdadeiro barco à deriva, sem perspectivas, depositando nas crianças as esperanças para que o FIM não chegue de vez. E o povo? Nunca perde a vontade de pular carnaval!

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Ascensão da internet obriga a novela a buscar novos caminhos

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Novela As Aventuras de Poliana: Mirela (Larissa Manoela) e Luca Tuber (João Guilheme). (Foto: Reprodução)

Novela As Aventuras de Poliana faz sucesso na internet: Mirela (Larissa Manoela) e Luca Tuber (João Guilheme). (Foto: Reprodução)

No Brasil, as tradicionais telenovelas passam cada vez mais por um momento de transformação. Com a ascenção cada vez mais de outros veículos de comunicação, como a internet, mais prático e inteligente para o usuário, os autores e diretores dos principais canais do Brasil estão estudando novas maneiras de levar suas histórias ao público, fazendo com que o interesse seja mantido.

Com a dinâmica e praticidade do novo século, é difícil que pessoas continuem vendo TV em tempo real, seguindo a programação de uma emissora. Isso porque, em pouco tempo, o leque de possibilidades se abriu e o telespectador que, antes tinha somente TV, jornais e rádios como forma de entretenimento, passou a consumir outros meios. De agora em diante, tendência é que o esse público migre para internet e faça seus próprios horários.

Com estilos diferentes de fazer novela, a Globo, Record TV e SBT se viram reféns do novo sistema e tiveram que se adequar a eles para tentar retomar a hegemonia na televisão aberta. Nos últimos anos, as principais emissoras do país passaram a disponibilizar suas tramas em seus canais na Internet. A primeira, criou há tempos o aplicativo Globo Play, com todos o conteúdo de sua programação na íntegra. A rede dos bispos se adequou neste ano e lançou o Play Plus, visando ter a mesma funcionalidade da aposta global. Já o canal de Silvio Santos segue investindo no Youtube e busca retomar o posto de canal com maior inscritos no mundo na plataforma, perdido este ano para a RedeTV!.

Como informado anteriormente pelo O Canal, a Globo estuda encurtar o tempo de arte das suas tramas para que o público, que agora consome o produto pela internet, tenha maior facilidade em maratonar aos finais de semana. Quando aprovada, seus folhetins terá números de capítulos reduzidos a partir dos próximos anos.

Outro fator importante, é o crescimento das séries em plataformas de streaming, como a Netflix, que aposta em séries e vem alcançando a liderança na preferência dos internautas de todo o mundo. A partir disso, surgiu a necessidade das emissoras de TV baterem de frente e passarem a apostar cada vez mais no formato.

Mesmo com todas interferências que possam vir a atrapalhar o futuro das telenovelas no Brasil, há certo temor em deixar de lado a exibição das mesmas. Mesmo as tramas inspiradas no romancismo, um dos clássicos gêneros literários, as mesmas ainda fazem parte da cultura nacional e são responsáveis pelas maiores audiências das três maiores emissoras do país.

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A novela que causou briga entre Aguinaldo Silva e Dias Gomes

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Aguinaldo Silva volta às infinitas possibilidades do Realismo Mágico em O Sétimo Guardião nesta segunda-feira (12). — Foto: GLOBO/Renato Rocha Miranda

Aguinaldo Silva volta às infinitas possibilidades do Realismo Mágico em O Sétimo Guardião nesta segunda-feira (12). — Foto: GLOBO/Renato Rocha Miranda

Há mais de três décadas, estreava na Globo um das novelas de maior fenômeno de história da televisão brasileira: Roque Santeiro. Enquanto na dramaturgia a briga se dava entre Roque Santeiro (José Wilker) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte), por trás das câmeras os antagonistas eram Dias Gomes (1922-1999), o mais importante escritor da emissora na época, e Aguinaldo Silva, que estava começando na TV naquele ano.

A novela foi criada no ano de 1975 por Dias Gomes e estava pronta para começar a ser gravada. Porém, com a forte censura do governo militar na época da ditadura, ela foi engavetada e retornou uma década depois. Em 1985, sem disposição de escrever toda a trama sozinho, Dias chamou Aguinaldo Silva para trabalhar com ele na nova versão, sob sua supervisão.

Logo após sua estreia, Roque Santeiro explodiu no Brasil e passou a ser vista por mais de 80% dos telespectadores de todo o país. Responsável por levantar a audiência e faturamento da Globo na ocasião, a imprensa passou a fazer inúmeras matérias expondo o sucesso do produto global. Porém, a partir disso, começou uma enorme briga nos bastidores da Globo por causa da autoria da trama.

Com diversas reportagens sobre a novela em todos os jornais da década de 80, Dias Gomes começou a ficar irritado, achando que Aguinaldo se colocava como pai da ideia criada por ele. Tudo começou a ficar mais sério ainda quando no meio do folhetim, o rumo em que a história dos personagens ia tomar passou a dividir a opinião dos autores, precisando de uma intervenção da Globo.

Restando apenas dois meses para o fim da trama, o choque entre os autores se agravou, e a Globo teve de intervir.  Após passar uma temporada na Europa e deixar o texto com Aguinaldo Silva, Dias quis retomar a trama. Aguinaldo, no entanto, não se conformou. A direção da Globo teve de convencê-lo a se afastar, e parte da intriga veio a público, surpreendendo todos.

A briga ia além de lucros que eles iam receber com a novela. A questão era única e exclusivamente o direito de ter para sí, o título de autor do maior fenômeno dramaturgo. Em novembro de 1986, Dias Gomes escreveu uma carta para José Bonifácio de Oliveira, o Boni. No conteúdo escrito ao diretor da Globo, ele diz ser autor de 99 capítulos: os 51 iniciais e os 48 finais. Entretanto, a novela tinha 209.

Em sua carta, Dias Gomes ainda resaltou ser autor da peça “Berço do Herói”, que deu origem para a primeira novela na televisão. E “cujos direitos autorais não me foram adquiridos pela Globo”. Ele ainda propôs cerca de 60% de participação (50% pelos capítulos e 10% pela peça). O seu agora rival, Aguinaldo Silva, ficaria com 30%, e os outros 10% iriam para os colaboradores da trama.

Um mês depois, Aguinaldo Silva tomou para si a responsabilidade da confusão e também escreveu uma carta para José Bonifácio. No texto, ele afirmava que, além de ter feito 110 capítulos, atualizou os iniciais, de 1975. Diferentemente de Dias Gomes, a proposta do estreante era 40% para si, 40% para Dias e 20% para os colaboradores.

Em 2017, no programa Persona em Foco, da TV Cultura, Aguinaldo Silva revelou ter ficado anos sem falar com o autor. Porém, em uma reunião entre os profissionais da área de dramaturgia da Globo, os dois acabaram se encontrando e a reação de seu – até então – rival, surpreendeu a todos presentes na mesa de conversa.

“O Dias me perguntou: ‘açúcar ou adoçante?’ Eu respondi: ‘adoçante’. E assim foi que voltamos a nos olhar. Pouco depois, ele morreu”, relatou o autor de O Sétimo Guardião, realismo fantástico que substitui Segundo Sol no principal horário de novelas da Globo.

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