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Luzia engravida de Beto e é surpreendida por Karola na estreia de “Segundo Sol”

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(Foto: Reprodução/TV Globo)

Convencido a se refugiar em Boiporã pelo irmão Remy (Vladimir Brichta), depois que foi dado como morto, o cantor Beto (Emilio Dantas) assume a identidade de Miguel e vai para a ilha, onde conhece Luzia (Giovanna Antonelli). Ela é uma marisqueira, mãe de Ícaro (Thales Miranda) e Manu (Rafaela Brasil), e quem alugou a casa de sua irmã, Cacau (Fabiula Nascimento), ao forasteiro. Os dois trocam olhares logo que se conhecem e o clima de sedução é evidente.

A paixão acontece rapidamente e o casal têm a primeira noite de amor sob as estrelas. “Eu quero tudo com você, Luzia. Quero ficar do teu lado pro resto da vida”, diz Miguel, segurando-a firme.

Vivendo como casal, a marisqueira descobre que está grávida. Luzia, a princípio, hesita em contar a Beto. Porém, é convencida pelo amigo Groa (André Dias), seu confidente. “Eu tenho que perder esse medo de ser feliz. Vou lá contar pra Miguel que ele vai ser pai! Vou agora!”, diz Luzia, que perde o chão ao encontrar Karola (Deborah Secco) em casa.

“Você deve ser a moça que alugou a casa pro meu noivo”, finge Karola, para espanto da marisqueira.
Capaz de tudo para não perder os benefícios que a posição de viúva de Beto Falcão lhe garante, Karola mente que espera um filho de Miguel e transforma a felicidade de Luzia em sua maior tristeza.

Segundo Sol é sua próxima novela das 9, escrita por João Emanuel Carneiro, com direção artística de Dennis Carvalho e direção geral de Maria de Médicis. A estreia está prevista para 14 de maio.

 

Fonte: GShow.com

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Análise: o fim de Segundo Sol

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Segundo Sol terminou na última sexta. Imagem: Reprodução

São várias as interpretações que se pode extrair de O Segundo Sol, clássica canção de Nando Reis, imortalizada na voz de Cássia Eller. Uma delas, a mais famosa, diz que buscar o seu segundo sol é ir atrás de uma nova chance, uma nova oportunidade de conseguir fazer o que, outrora, não foi feito. Passados 155 capítulos de Segundo Sol, pode-se afirmar que essa parece ter sido a “escolha” de interpretação do autor da novela, João Emanuel Carneiro, ao colocar a música no centro da obra, encerrada na sexta-feira. Segundo Sol tratou, prioritariamente, de recomeços e segundas chances.

Vendida como uma novela sobre uma falsa morte de um cantor, a propaganda mostrou-se enganosa. A trama, na verdade, girava em torno de Luzia. A marisqueira vivia pacificamente com seus dois filhos e sua irmã em Boiporã. Sua vida mudou completamente com a ida de Cacau, uma inspirada Fabíula Nascimento, para Salvador e a chegada de Beto Falcão, então Miguel, ao lugar, após forjar sua morte num acidente de avião. Os dois juntos conheceram o amor. E também tiveram que experimentar o ódio de Karola, guiada por Laureta, que fez de tudo para separá-los. Conseguiu. A primeira fase termina com a ida de Luzia pra Islândia. A segunda começa com a volta dela ao Brasil. A marisqueira veio buscar o seu segundo sol. Queria ser feliz de novo ao lado dos filhos. Tratada simplesmente como ‘burra’ ou ‘trouxa’, Luzia, é verdade, foi uma mocinha mais passional do que a Clara, de ‘O Outro Lado do Paraíso’ – a comparação mais direta que se pode fazer. O mote da história da então DJ não era voltar para buscar uma vingança. O que ela queria, e só isso, era reconstruir sua família despedaçada pela dupla de vilãs anos atrás.

Giovanna Antonelli desenvolveu mais um excelente trabalho, principalmente pela sua entrega na primeira fase, quando as atenções estavam completamente voltadas à sua personagem. Depois de uma criticada escalação (não só do ponto de vista racial, conste-se), a atriz mostrou que foi uma escolha acertada do autor, que bateu o pé para tê-la no posto de protagonista após as negativas de Taís Araújo e Camila Pitanga. Bom lembrar, voltando a falar sobre o trabalho de Giovanna, que a boa performance de maneira nenhuma se ateve à primeira leva de capítulos. A atriz emocionou em diversas oportunidades, principalmente no tocante aos filhos. Antonelli passou para a sua atuação toda a força dessa mulher na luta para reconquistar a família.

Na história de Luzia, ficou devendo, além da interminável quantidade de capítulos em que ela passou fugindo da polícia, o arco da vingança, que não serviu para nada. Justamente esse foi um dos grandes pontos negativos da novela. Ao chegar na marca do capítulo 100, esperava-se uma virada maior do que a que foi mostrada. Ainda que o autor tenha sido bem intencionado, ao dar, aí sim, um motivo para Luzia ir pra cima de Laureta e Karola _ afinal, do contrário, ela não teria paz _ a vingança não foi pra frente. Prendeu Laureta. Expôs Karola. Mas, poucos capítulos depois, com Laureta solta e Karola sendo Karola, para nada serviu essa virada. E a reta final provou que falta de história não era. Dulce, que roubou a cena desde que apareceu pela primeira vez, poderia ter entrado antes. A verdade sobre a verdadeira mãe de Valentim também poderia ter vindo à tona mais cedo. Bem como os motivos que levaram Laureta a suportar Karola por tanto tempo.

Falando na dupla, merecem, é claro, mais do que aplausos Adriana Esteves e Deborah Secco. As duas brilharam do começo ao fim e mostraram sintonia impecável na pele das combatentes que não podem se apaixonar porque têm que fechar negócio! E, à medida que foi ganhando espaço, Laureta mostrou que, bem como sua intérprete havia adiantado, no quesito vilania, Lauzinha era muito pior que Carminha. Por falar nisso, não dava pra sequer imaginar outra atriz vivendo esse papel que não Adriana. Não à toa, foi escrito especialmente para ela. Laureta foi o ponto alto da novela em todos os momentos e, por isso, foi a personagem com a pegada mais ‘JEC’ da produção (ao lado de Dulce).

Já Deborah Secco, injustamente criticada por alguns no começo, mostrou por que é um dos grandes nomes da TV brasileira. A entrega à Karola foi latente e emocionante. A cada cena, percebia-se como a atriz era grata pela personagem e como ela a dominou. Sua parceria com Danilo Mesquita, seu Rururuzinho, rendeu excelentes sequências, como a da morte da personagem. Antes disso, a cena em que ela corta os cabelos para se despir de uma antiga personalidade também merece destaque. Mas, ainda bem, Karola não foi uma personagem que mudou da água pro vinho com um corte de cabelo, ao contrário do que muitos precocemente acharam. A “viúva oficial de Beto Falcão” teve a chance de ter o segundo sol, mas recusou. Caiu na chantagem da mãe e morreu nos braços (e para salvar a vida) da única pessoa que verdadeiramente amou, da única pessoa que conseguia enxergar o amor vindo daquela mulher.

Por falar nele, Valentim, muito bem defendido por Danilo Mesquita, foi um dos melhores personagens já construídos pelo autor. Um adolescente que viveu uma vida de mentiras, foi enganado por todos, mas sempre quis compreender as pessoas, extrair e acreditar no melhor delas. Foi lindo ver o amadurecimento e o crescimento do “dimenorzinho” ao longo de todos os baques que ele sofreu. Junto com Rosa e Ícaro, porém, formou um triângulo amoroso que não deslanchou. A bem da verdade, no fim das contas, o melhor era que cada um seguisse a sua vida. O autor preferiu dar a Rosa o seu segundo sol. Uma pena que tarde demais, porque a redenção da personagem, que, até então, teve sua trajetória muito bem conduzida, poderia ter vindo antes. Nesse ponto é que começou a falhar a condução da ‘Rosa Murcha’. De ‘Murcha’, graças a Letícia Colin, a personagem não teve nada. Rosa foi mais um belíssimo trabalho da atriz, depois da excepcional Leopoldina, de Novo Mundo. Tornou-se uma das personagens mais comentadas da novela e que, ao longo da trama, mais despertou os mais diversos sentimentos do telespectador.

Na outra ponta do triângulo, Chay Suede entregou o seu melhor trabalho até aqui. Não por acaso, o ator foi uma das personalidades mais badaladas do ano. Reconhecimento pelo trabalho bem feito. Quem sobrou nessa história acabou sendo a irmã de seu personagem, Manu. Apesar de uma performance digna de Luisa Arraes, a personagem não aconteceu. Quase ninguém se importava com a estudante de medicina. Pra piorar, ela ainda foi responsável por um dos arcos mais ridículos da novela, o do falso sequestro pela família de Narciso.

Na interminável busca pelos ‘segundos sóis’, algumas histórias deixaram a desejar. Caso de Rochelle, muito bem defendida por Giovanna Lancellotti, em seu melhor papel na TV até agora, mostrando que a atriz está preparada para voos maiores há algum tempo. A patricinha foi, ao mesmo tempo, punida e curada graças à doença. É um velho clichê de novela, mas que precisa ser repensado. Uma doença como essa não vem para punir ninguém, ao mesmo tempo que, ainda que faça a pessoa repensar em muitos erros de sua vida, não apaga o histórico maléfico dela, no caso de Rochelle, até mesmo racista. Também ficou difícil de engolir a redenção de Severo. Ainda que tenha sido punido algumas vezes, vale lembrar que se tratava de uma pessoa que foi capaz, inclusive, de abusar de uma menina de 15 anos. Isso sem falar de toda a questão com o seu filho Roberval.

Roberval, aliás, foi um dos personagens que mais despertou paixão. E ódio. Um típico personagem cheio de dubiedade de João Emanuel Carneiro. Unânime na trajetória dele só o episódio do casamento desfeito no altar. A discussão sobre a violência sofrida por Cacau, naquele momento, deveria ir pra frente. Ainda que ele tenha mostrado arrependimento, não entrar no mérito da problemática foi bola fora do roteiro. Aliás, há que se elogiar toda a entrega de todos os atores desse núcleo da mansão dos Athayde. Mesmo com o brilho perdido no mês final – o assalto interminável foi um ponto baixíssimo de toda a novela – não há se apagar o bom trabalho do autor com todos os personagens. Eles roubaram a cena por diversas vezes. Palmas, então, para uma sensacional Cláudia di Moura, para um expressivo Caco Ciocler e para uma inspirada Maria Luisa Mendonça, enfim num tipo diferente do que ela estava habituada a fazer.

Uma pena, porém, que não se deu o mesmo tratamento ao núcleo do Casarão, onde tipos interessantes ficaram deixados de lado. Mesmo a questão sobre a ocupação não foi pra frente, visto se tratar de um tema atual que poderia render ótimas discussões. Teria sido receio do autor em tocar nessa ferida?

Por falar em tocar em feridas, não foi dessa vez que Carneiro acertou numa trama LGBT. Conhecido por não tratar satisfatoriamente do assunto, a bem da verdade, com Maura e Selma tendo um final feliz juntas, ele até tentou se redimir, mas passou longe de ser o suficiente. O “triângulo amoroso” não propiciou uma abordagem positiva sobre a bissexualidade e nem sobre o poliamor. Quem sabe na próxima. Afinal, até trazer uma trama digna como a da Nice, o autor teve algumas experiências não tão bem sucedidas. A trajetória da personagem de Kelzy Ecard, perfeita na sua estreia na TV, foi bem conduzida do começo ao fim. Por sinal, Agenor foi a oportunidade de Roberto Bomfim emergir novamente, mostrando por que é um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira. Uma pena que seu nome, no geral, não seja tão valorizado quanto merece.

Já na trama, não tão bem valorizados quanto mereciam tivemos, por exemplo, Roberta Rodrigues. Sempre que pôde, a atriz brilhou, mas sua Doralice merecia ter tido suas tramas melhor exploradas: a questão do ciúmes, lá no começo, e o fato de não querer herdar o terreiro do pai, Didico, interpretado por um João Acaiabe que mal apareceu. Uma pena. Francisco Cuoco, com seu Nestor, também pode se encaixar nessa categoria, mas, há de se lembrar, o ator está com problemas de saúde e locomoção, o que talvez explique por que seu personagem não aparecia tanto. No que tange à trama envolvendo Naná e Dodô, até bom. Essa relação da ex-guerrilheira com seus dois maridos também não caiu nas graças de ninguém.

Na casa da Família Falcão, tivemos Clovinho e Gorete (e Badu, é claro) brilhando por um bom tempo. Mas a trama dos dois, é verdade, perdeu força ao cair na repetição. E quando Tomé, um apático Plabo Morais, entrou na jogada, então, aí é que não deu pra engolir. Já Ionan foi muito bem defendido por Armando Babaioff. O policial bobão, que foi passado pra trás até por Valentim e Ícaro, não poderia ter intérprete melhor. Além de tudo, mostrou que o ator está mais do que preparado para maiores papéis. Quem também deu show, o que não é novidade, foi Vladimir Brichta. Remy, mesmo sendo um tipo cheio de defeitos, foi um dos personagens mais queridos da novela. Não à toa. O texto inspirado do autor ajudou, é claro, mas sem um intérprete à altura poderia não ter tido o mesmo sucesso. Após um longo tempo nas séries, é bom ver que os autores de novela estão valorizando o ator da forma como ele merece.

 

 

 

 

 

 

Por fim, mas não menos importante: Beto Falcão. Trata-se de mais um ótimo trabalho de Emílio Dantas, mas poderia ter tido mais espaço na trama, o que parece até uma contradição já que se trata do protagonista da novela. Perdeu força, ao longo dos capítulos, a storyline do cantor que fingiu estar morto para ficar famoso, e o lado musical de Emílio mal foi explorado. Uma lástima. Todo esse folclore em torno de astros que forjam a própria morte para voltar a hitar habita o imaginário de milhares de pessoas. Quando virou novela, não aconteceu da forma como se esperava. Nem a revelação da verdade causou tanto impacto, apesar de ter propiciado um dos melhores capítulos da novela.

A direção de Dennis Carvalho e Maria de Médicis, que começou muito boa, entrou no piloto automático. Erros de continuidade aqui e ali são normais em qualquer novela, porém, nesse caso, passaram um pouco do ponto. Faltou também impacto a muitas das cenas, fazendo com que muitas sequências importantes passassem em branco e sem o brilho merecido. Às vezes, é bem verdade, não por culpa só da direção, mas também do roteiro, como no caso da noite de terror promovida por Laureta e da revelação à Nice de que Maura estava tendo um caso com Selma. Tirando esses pontos, elogios merecidos aos diretores por conseguirem extrair ótimos desempenhos de todo o elenco, que foi o ponto alto da novela. Atores entrosados, com química, fizeram deste um dos melhores elencos dos últimos anos. Até por isso, considero injusto apontar a direção como um dos defeitos da novela, ainda que tenha deixado a desejar em muitos momentos. Talvez, os diretores e o autor tenham acordado que era melhor focar na emoção e não nas reviravoltas. E emoção foi o que não faltou ao longo dos capítulos.

Segundo Sol, por que não?, foi também uma chance de João Emanuel dar a volta por cima depois do fracasso de A Regra do Jogo, que enfrentou não só problemas gravíssimos em audiência, mas conflitos internos entre direção e elenco. Foi uma novela mais leve, que abusou dos clichês e de recursos novelísticos mais do que nas anteriores de Carneiro. Vimos um roteiro que, ainda assim, não deixou de lado os personagens humanos e as relações conflituosas do nosso mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo Sol foi uma novela, sim, sobre segundas chances e recomeços. Mas foi também uma novela sobre os mais variados tipos de família. Famílias unidas pelo sangue, pela conveniência, pela necessidade, pela amizade ou por qualquer outro laço. Não foi uma trama perfeita, até porque tramas perfeitas não existem, e sai de cena com um gostinho quase amargo de que poderia ter sido melhor e rendido mais. Nada que seja o suficiente para ofuscar o seu brilho. Para o seu público fiel, que a acompanhou do seu nascer até o momento em que ela se pôs, deixará saudades.

Pós-créditos:

– É clichê, eu sei, mas fez falta um “quem matou?” para ser o plot central desse último capítulo. Apesar de ter rendido boas cenas, o sequestro de Miguelzinho foi um chamariz muito fraco para o desfecho de uma trama.
– A última cena da Família Falcão em cima do trio merecia ter sido maior. Depois de tudo o que eles sofreram, o público merecia ter tido mais uns minutos para apreciar a alegria e a beleza de todos ali envolvidos.
– Laureta foi uma das personagens mais icônicas de João Emanuel Carneiro, nunca é demais repetir. O seu desfecho foi uma grande brincadeira com o cenário político atual e críticas assim são mais do que bem-vindas, são necessárias.
– A cena de Clovinho e Gorete deveria ter vindo após o encerramento do capítulo. No sentido literal. Congelava em Luzia e Beto em cima do trio, créditos finais, aí então, a cena dos dois. Bem pensada, mas mal colocada dentro da edição do capítulo.
– Pra quem gosta de interpretações que fogem do lugar comum, pode-se interpretar a sequência final de cenas como sendo uma crítica ao Brasil no momento. Uma bandida se candidatando a política, prometendo ajudar o povo como uma mãe, enquanto o país está um verdadeiro barco à deriva, sem perspectivas, depositando nas crianças as esperanças para que o FIM não chegue de vez. E o povo? Nunca perde a vontade de pular carnaval!

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Os motivos que fazem a Globo atrasar a estreia de suas séries

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Sob Pressão, série original Rede Globo (Foto: Divulgação, Rede Globo)

A popularização das séries de TV enquanto forma de entretenimento é algo recente, no que diz respeito a realidade brasileira. Diferente dos Estados Unidos, onde o gênero é consolidado há anos, demorou um pouco para que o mesmo tivesse sua vez aqui no Brasil e esse fenômeno só terminou de se consolidar com a popularização da internet, que “abriu” as portas para a globalização dos produtos.

Entre o fim do século passado e o começo do novo, podia-se contar nos dedos quantas produções seriadas estrangeiras eram exibidas na TV aberta e menos ainda quantas eram produzidas pelas emissoras brasileiras. Com a expansão do consumo e do conhecimento por parte do público sobre esse conteúdo, as emissoras, em específico a Rede Globo, começou a investir no gênero, ainda que, em um primeiro momento, com o foco quase 100% em produtos de comédia.

Podemos citar aqui exemplares como “Os Normais”, “Sai de Baixo”, “A Diarista”, “Carga Pesada”, entre tantos outros produtos de comédia exibidos pela emissora nos primeiros anos da década passada, com sucesso. Somente há alguns anos, com a popularização das séries limitadas, o drama começou a entrar na linha de frente da emissora.

Produções como “O Canto da Sereia”, “Justiça”, “Amorteamo”, “Queridos Amigos”, dentre tantas produzidas nos últimos anos, mostraram que a emissora está olhando cada vez para o gênero, que na década passada, teve poucos representantes, sendo “Capitu” e “Hoje é Dia de Maria”. Agora, começa-se a notar um movimento indo em outra direção: A estreia de conteúdo continuado.

“Sob Pressão” é um exemplo claro disso. A série médica da emissora já está em sua segunda temporada, com uma terceira encaminhada, e tem recebido cada vez mais atenção de crítica e público. Há alguns anos, “Dupla Identidade” também fez sucesso, mas nunca recebeu uma merecida continuação. O que mostra que a produção de seriados originais na Rede Globo é um processo lento, que está ganhando cada vez mais espaço e tende a crescer cada vez mais.

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Coluna do Rafa

Análise: O sétimo Guardião e o resgate ao realismo fantástico: O que esperar da nova novela?

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O Sétimo Guardião estreia nesta segunda. Foto: Reprodução

Escrever sobre novela revela-se uma tarefa difícil. Trata-se do produto televisivo mais visto no país e de um objeto da paixão nacional que suscita inúmeras discussões em meio a pluralidade de opiniões e pontos de vista. Essa tarefa torna-se então subjetiva. Imagina falar sobre uma novela que ainda nem começou. Neste caso qualquer comentário e opinião se torna mera especulação. Diante disso, inaugurando minha coluna aqui no site, me lancei a esse desafio ao escrever sobre O Sétimo Guardião que estreia hoje (12) na Globo. A proposta aqui, muito mais do que análises e críticas, é promover o diálogo sobre a novela, de um noveleiro para noveleiros. Lá vamos nós!

“Existem lugares que guardam grandes histórias e histórias que guardam verdadeiros mistérios. Até quando você conseguiria guardar um segredo? Vem aí o sétimo guardião”.  

Assim começou a ser divulgada a nova novela das 21 horas da Globo, que traz de volta o realismo fantástico, estilo que consagrou seu autor, Aguinaldo Silva, na década de 1990. As chamadas mostraram muito pouco sobre o que de fato a nova trama trata, talvez propositalmente, buscando evidenciar o tom de mistério e instigar o público. Mas o que esperar de O Sétimo Guardião?

O que se sabe até o momento é que a história da novela se passa na pacata Serro Azul, cidade de interior e cercada por montanhas, o que explica a ausência de sinal telefônico e de internet. Em Serro Azul vivem tipos peculiares, dentre eles os sete guardiões, que tem como missão proteger um grande segredo envolvendo a fonte de uma água milagrosa com efeitos curativos e rejuvenescedores. Existe ainda a figura do misterioso gato Leon, ser que aparentemente tudo sabe e tudo vê na cidade. O conflito se dá quando Leon desaparece, o que indica que é chegada a hora do atual guardião mor, Egídio (Antônio Calloni), dar lugar a um novo líder, Gabriel (Bruno Gagliasso), que desconhece tal destino. O sumiço do gato se justifica por sua busca pelo novo guardião. Sabe-se que em determinado momento Leon se transformará em humano e que a água, encarada como um grande tesouro, despertará a cobiça e a ambição dos vilões.

O REALISMO FANTÁSTICO

O realismo fantástico, também conhecido como realismo mágico, nasceu no início do século XX como uma nova corrente literária. O gênero é marcado pela união de elementos mágicos e fantasiosos a situações reais do cotidiano. No caso, tudo o que é irreal pode parecer estranho ao público, mas se mostra absolutamente normal aos olhos dos personagens. Por mais absurdas e fantásticas que as situações sejam, elas simplesmente acontecem, não necessitando de uma explicação lógica. Diante disso, dentro deste universo ficcional tudo é possível.

Gabriel García Márquez, com sua obra “cem anos de solidão”, é um dos principais nomes que adotaram esse estilo na américa latina. Em termos de Brasil, com foco na telenovela, Dias Gomes foi pioneiro ao trazer o realismo mágico para televisão, impingindo frescor a linguagem televisiva. Foi o criador de tipos inusitados, presentes em obras como Saramandaia (1976) e a própria Roque Santeiro (1985) – da qual Aguinaldo foi coautor, tendo escrito 110 capítulos – buscando ainda aliar o irreal e lúdico ao humor e crítica social, lançando mão de metáforas e analogias diversas.

Mas sem dúvida alguma, foi Aguinaldo Silva quem foi mais longe com o elemento fantasioso, mesmo bebendo da fonte de Gomes. Grande parte do público jovem desconhece o universo ficcional do autor que tanto fez sucesso no passado. Aliando tramas regionalistas, ambientadas em fictícias cidades de interior, a elementos irreais, o autor consolidou o estilo de realismo fantástico na telenovela brasileira, mas deixou esse de lado após sentir-se repetitivo e desgastado durante a novela Porto dos Milagres (2001), a última que seguiu essa linha narrativa. Com “O sétimo guardião”, Aguinaldo resgata esse universo diante daquilo que ele acredita ser uma necessidade e tendência atual do público: escapar da dura realidade dos dias de hoje.

EXPECTATIVAS

É nítida a preocupação em recriar os tipos e a atmosfera presente em novelas como Tieta (1989), Pedra sobre pedra (1992), Fera ferida (1993), A indomada (1997) e a já citada Porto dos Milagres (2001), a começar por Serro Azul, cidadezinha onde se desenvolverá a trama de O Sétimo Guardião, fartamente citada em todas essas obras. A famosa canção “entre a serpente e a estrela” de Zé Ramalho, que embalou a trama de Pedra Sobre Pedra e fez muito sucesso na época, integra a trilha da nova novela. Aguinaldo ainda traz de volta os personagens de Paulo Betti e Luíza Tomé em “A indomada”, respectivamente o prefeito Ypiranga e sua fogosa esposa Scarlet. Soma-se a isso, a presença de figuras típicas como o padre, o prefeito, as beatas, o delegado, a dona do bordel, dentre outros tipos recorrentes deste universo. Vizinha de Greenville e Tubiacanga, não será surpresa, se no decorrer da novela, além de Scarlet e Ypiranga, outros personagens antigos ressurgirem em Serro Azul.

Por tudo isso, as expectativas para a novela são grandes. Ao mesmo tempo em que busca resgatar seu particular universo mágico, Aguinaldo parece se preocupar em fisgar o público das séries ao desenvolver uma mitologia que segue os moldes daquelas vistas em muitas obras do gênero. Muitos jovens não tiveram contato com suas novelas antigas, mas já demonstraram aprovar a fantasia e o irreal, do contrário “Game of Trones” não faria tanto sucesso. O desafio é reunir tudo isso sem perder de vista as bases do folhetim e do melodrama, que segundo o próprio Aguinaldo, em muitas de suas entrevistas, mantém-se inalteradas.

Por falar em mitologia, uma diferença que O sétimo Guardião guarda em relação as novelas anteriores de Aguinaldo, é que nessa o elemento fantasioso se coloca como primordial. “Pedra sobre pedra” tinha como espinha dorsal a complexa relação de amor e ódio entre Murilo Pontes (Lima Duarte) e Pilar Batista (Renata Sorrah), abrangendo ainda a questão política de Tubiacanga. Em Fera ferida o mote central consistia na vingança de Raimundo Flamel (Edson Celulari) contra aqueles que acreditava terem sido responsáveis pela morte de seus pais e nas artimanhas dos poderosos do local. Já “A indomada” era centralizada na busca de Helena (Adriana Esteves) por reaver a fortuna da família. Percebe-se que em nenhuma dessas tramas, o fantasioso foi posto como algo central, mas como uma alegoria ou um elemento a mais, capaz de ampliar o leque de possibilidades narrativas e de servir ao roteiro quando necessário na representação de emoções, sensações e características dos personagens.

A história de O Sétimo Guardião ainda é muito nebulosa. Tudo o que saiu sobre a novela até a estreia deixaram mais perguntas do que respostas. Porquê os guardiões são guardiões? Quem os escolheu? Quem é o gato Leon e se ele é um humano, porque foi transformado em gato? Porque Gabriel é o novo guardião? De onde vem essa misteriosa água milagrosa? Qual a ligação entre os guardiões? Diante disso pode-se dizer que dá para esperar de tudo nessa novela.

POR QUÊ VALE A PENA VER?

Aguinaldo é um autor ousado e é evidente que trazer o realismo mágico de volta após tanto tempo é um risco. Mas esse risco acomete qualquer obra televisiva, afinal, pelas palavras do próprio Aguinaldo, escrever novela é sempre um salto no escuro. Portanto, é louvável essa retomada. A grande dificuldade talvez fique por conta de certo conservadorismo do público, que se acostumou com novelas excessivamente realistas e que pode ver com estranheza uma trama que tem como protagonista um gato que vira gente, uma água que cura, guardiões, mitos e coisas afins. Até por essa questão, é válida a tentativa da Globo de dialogar com as tramas anteriores de Aguinaldo, ambientando a atual história no mesmo universo que aquelas,  despertando assim o saudosismo das pessoas.

Diante de tanto mistério em relação a trama central, as tramas paralelas se mostram mais atraentes por revelarem as características e situações típicas da pacata Serro Azul. Tramas como a da dona de casa Afrodite (Carolina Dieckman), mãe de quatro filhos e que não aguenta mais engravidar diante da insistência do marido em aumentar a família ou da implicante beata Mercedes (Elisabeth Savalla) que promete fazer da vida de todos, em espacial da nora alcoólatra Stella (Vanessa Giácomo), um inferno, prometem render e demostram mais apelo junto a audiência tradicional. Além disso, como não pode faltar em qualquer que seja a novela de Aguinaldo Silva, o humor e irreverência presentes em entrechos como o delegado machão que gosta de usar calcinhas, o sacristão que se envolve com a mulherada as escondidas ou a guerra entre as beatas e a dona do bordel, prometem agitar a trama e cair nas graças do povo.

Além de tudo, O sétimo Guardião traz de volta a parceria entre Aguinaldo Silva e a equipe do diretor artístico Rogério Gomes que funcionou muito em Império (2014), a despeito de alguns problemas que a trama apresentou. Têm-se ainda a presença de um elenco estelar com nomes como: Lília Cabral, Tony Ramos, Antônio Calloni, Letícia Spiller, Bruno Gagliasso, Dan Stulbach, Marcos Caruso, Elisabeth Savalla, Ana Beatriz Nogueira, Milhem Cortaz, Carolina Dieckmann, Leopoldo Pacheco, Aílton Graça, Nany People, Marcelo Novaes, Flávia Alessandra, Marcelo Serrado e muitos outros.

O QUE ESPERAR DOS PERSONAGENS

Há uma grande expectativa para a vilã Valentina Marsalla de Lília Cabral. Aguinaldo Silva é mestre na criação de vilãs, estão aí Nazaré Tedesco (Renata Sorrah) e Perpétua (Joana Fom) que não me deixam mentir. Em Império, sua última novela, vendida como uma megera daquelas, Cora, vivida por Marjorie Estiano e Drica Moraes, não funcionou como deveria, mesmo sendo um bom personagem, isso para quem esperava muita maldade. O grande erro talvez tenha sido a forma com que alardearam a vilã. Dessa vez, a Globo, a direção e o próprio Aguinaldo se mostraram mais cautelosos em relação a isso, tanto que as chamadas revelam muito pouco sobre o que Valentina irá aprontar. No entanto, a própria Lília, na apresentação especial da novela, garante que essa é de fato a sua primeira grande vilã. Considerando que Lília viveu várias antagonistas ao longo de sua carreira, em especial a amargurada Marta de Páginas da Vida que lhe rendeu uma indicação ao Emmy, essa declaração permite aguardar com otimismo as peripécias da nova diaba das 21h.

Outra vilã que promete é Mercedes, vivida por Elisabeth Savalla, representando as típicas líderes das beatas causadoras das maiores confusões em cidadezinhas como Serro Azul. É clara as referências trazidas da inesquecível Perpétua e da megera mor de ‘A indomada”, Maria Altiva, brilhante papel de Eva Wilma, no ar atualmente no Viva.

O mesmo não se pode dizer do casal romântico central. Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa são ótimos atores, e além disso, a mocinha a ser defendida por Marina tem como característica principal, habilidades especiais e poderes mágicos, isso, em certa medida, se mostra até promissor. Por outro lado, pelo que já se sabe, o casal se apaixonará repentinamente e o amor dos dois será proibido, ou seja, tem tudo para cansar, ainda que o romance seja essencial a telenovela. Pelas chamadas e pelo clipe de lançamento não foi possível sentir a famosa química entre o casal, o que se viu foram aquelas famosas frases melosas e clichês trocadas por casais típicos de novela. É preciso aguardar para ver como a história dos dois irá se desenvolver, de repente Luz e Gabriel podem vir a surpreender positivamente.

TORCIDA

Diante de tudo isso que O Sétimo Guardião promete apresentar, fica a torcida para que tudo dê certo e que tenhamos pelos próximos meses uma trama boa de se ver. De uma maneira geral, é muito válida a tentativa de Aguinaldo e da direção artística da Globo em colocar uma trama desse estilo no ar ás 21 horas. Válida por revisitar um universo que foi sinônimo de sucesso no passado e válido principalmente por quebrar com uma sequência de histórias realistas que muitas vezes repetiram os mesmos entrechos.

Pensando no cenário brasileiro atual no que diz respeito a política, a economia, a violência e a onda conservadora que têm se abatido em todos esses setores, talvez seja mesmo uma boa opção uma obra com pretensões escapistas, permitindo o público sonhar e fugir da realidade. Como bem aponta Aguinaldo, talvez seja esse o tipo de novela que os brasileiros queiram sentar para assistir no momento. Porém, melhor ainda, seria se o realismo fantástico fosse novamente utilizado como crítica em representações de todas essas questões. O estilo já se mostrou eficiente para tal ao longo da história. Em se tratando de Brasil, o próprio Aguinaldo Silva e Dias Gomes, além de alguns poucos autores, foram muito felizes nesse sentido.

Só resta agora desejar um bom trabalho e sorte a todos os envolvidos com a novela nova e que o universo conspire a favor.

Pode chegar gato Leon!!! E O Sétimo Guardião!

O Sétimo Guardião estreia nesta segunda, às 21 Horas na Rede Globo

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